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O Corinthians voltou a vencer nesta quarta-feira (14.02), pelo Campeonato Paulista de Futebol, a vítimas desta vez foi o Botafogo de Ribeirão Preto, que foi goleado por 4 a 1.
Após um início muito disputado o Corinthians avançou ao ataque aos cinco minutos e logo foi recompensado com a marcação de um pênalti a seu favor. Na jogada, Wesley recebeu um cruzamento e, ao tentar alcançar a bola, foi chutado por Negueba.
Maycon foi encarregado da cobrança do pênalti, porém o jogador desperdiçou a oportunidade ao chutar em cima do goleiro. Contudo, o rebote caiu dentro da área, onde Romero aproveitou a sobra e se lançou de cabeça para marcar o gol.
Aos 14 minutos, o Botafogo buscou uma reação em um lance de bola parada. Após o escanteio ser levantado na área, Raniele afastou a bola, mas acabou se chocando de cabeça com um adversário durante a sequência da jogada.
Pouco tempo depois, Gustavo Henrique salvou o Corinthians. Emerson Ramon tentou encobrir Cássio, que defendeu, mas a bola sobrou para ele, que finalizou novamente por cima. A bola estava prestes a entrar, mas o defensor tirou praticamente em cima da linha.
O Botafogo, então, intensificou sua pressão. Aos 25 minutos, Toró arriscou um chute de fora da área, mas Cássio realizou uma boa defesa. Logo em seguida, aos 27 minutos, a equipe teve outra oportunidade em uma falta, porém Jean Victor chutou diretamente na barreira.
No entanto, o Corinthians também teve uma oportunidade em uma falta logo em seguida. Aos 29 minutos, Rodrigo Garro cobrou na área do Botafogo, e Félix Torres cabeceou para trás. Na sequência, Léo Maná finalizou, mas a bola bateu na marcação adversária.
Aos 35 minutos, o Botafogo voltou a ameaçar com um chute de Patrick Brey. O meia avançou pela intermediária e disparou um foguete de fora da área, por cima do gol. Cássio tentou alcançar a bola, saltando, mas ela acabou sendo mais alta.
O Botafogo conseguiu empatar a partida na marca dos 40 minutos. Após a bola ser rebatida, Leandro Maciel recebeu em frente à área e disparou um chute forte no canto do gol, sem chances para Cássio defender.
Embalado pelo gol de empate, o Botafogo buscou virar o jogo dois minutos depois, mas falhou. Emerson Ramon avançou pela direita e disparou uma forte finalização, mas a bola passou por cima do gol de Cássio.
O início da segunda etapa foi marcado por um jogo físico, com muitas disputas de corpo e faltas sendo cometidas. A primeira oportunidade surgiu aos sete minutos, com o Botafogo, quando Douglas Baggio tabelou e arriscou um chute de fora da área em cima de Toró.
Na sua primeira investida, aos nove minutos, o Corinthians encontrou o gol. Em uma jogada originada de um lateral, a bola foi lançada na área, Yuri desviou de cabeça, Maycon foi desarmado e a sobra ficou para Romero, que não desperdiçou e marcou.
Aos 12 minutos, o Corinthians ampliou sua vantagem com o terceiro gol. Wesley recebeu um passe de Maycon pelo lado esquerdo, driblou a marcação, escapou de uma falta e finalizou com força e precisão, mandando a bola cruzada para as redes adversárias.
O Corinthians continuava pressionando em busca de mais gols. Aos 18 minutos, Wesley recebeu na ponta, driblou, avançou em direção à linha de fundo e fez um cruzamento buscando algum companheiro na área. No entanto, João Carlos conseguiu fazer a defesa.
Pouco tempo depois, aos 22 minutos, o Corinthians esteve perto de marcar o quarto gol. Em um contra-ataque, Wesley fez um passe elegante para Maycon dentro da área, que tentou uma finalização por cobertura na saída de João Carlos e chutou em cima do goleiro.
Por volta dos 25 minutos, o Botafogo teve duas oportunidades. Na primeira, Maná recuou a bola para Cássio, que teve dificuldades de dominá-la, resultando em um chute de Patrick para fora. Em seguida, Raniele perdeu a posse e Toró tentou encobrir Cássio, mas falhou.
Aos 32 minutos, o quarto gol do Corinthians foi marcado por Yuri Alberto. Em mais um rápido contra-ataque, o camisa 9 recebeu pelo lado direito, ganhou velocidade e penetrou na área sem ser marcado. Lá, finalizou com precisão, mandando a bola no alto e para o fundo das redes.
Na reta final do jogo, aos 48 minutos, Tiago Alves, do Botafogo, recebeu a bola na entrada da área, dominou e preparou o chute com o pé direito, porém sua tentativa saiu desviada, passando rente à trave e indo para fora.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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