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Remo e Brasiliense se classificam para as quartas de final

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Em uma noite de futebol memorável na Arena Pantanal, o Cuiabá Esporte Clube assegurou sua classificação para as quartas de final da Copa Verde de 2024, após uma vitória avassaladora por 5 a 0 sobre o Porto Velho. Com gols de Deyverson (2x), Isidro Pitta, Clayson e Fernando Sobral, o Dourado não apenas venceu, mas também demonstrou um futebol de alta qualidade, deixando uma marca indelével na competição.

Desde o apito inicial, o Cuiabá mostrou superioridade em campo, abrindo o placar aos três minutos com um gol de cabeça de Isidro Pitta, após um cruzamento preciso de Derik. A primeira etapa foi dominada pelo Dourado, que viu Deyverson ter dois gols anulados por impedimento, um deles de forma controversa. Apesar das tentativas de Guilherme Madruga e Derik, o placar permaneceu modesto até o intervalo.

No entanto, o segundo tempo revelou um Cuiabá ainda mais determinado. Deyverson brilhou, marcando dois gols em rápida sucessão, o primeiro de cabeça e o segundo convertendo um pênalti com maestria. Apesar de um pênalti desperdiçado por Clayson, que acertou a trave, o ritmo do Cuiabá não diminuiu.

Fernando Sobral, que entrou no segundo tempo, trouxe novo vigor ao ataque do Cuiabá, culminando em um gol após aproveitar uma sobra de bola na área. Clayson, redimindo-se do pênalti perdido, fechou a goleada com um gol espetacular de fora da área, tabelando com Deyverson, e selando a vitória com um placar final de 5 a 0.

Com essa vitória, o Cuiabá aguarda agora o vencedor do confronto entre Brasiliense e Ceilândia para saber quem será seu adversário nas quartas de final da Copa Verde. O foco da equipe se volta temporariamente para a Copa do Brasil, onde enfrentará a Portuguesa-RJ na próxima terça-feira, no Estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O elenco, comandado interinamente por Luiz Fernando Iubel, gozará de um merecido dia de folga antes de retomar os treinamentos na sexta-feira, já visando os próximos desafios. A formação que devastou o Porto Velho demonstrou não apenas a força do seu ataque, mas também a solidez de uma equipe coesa e pronta para enfrentar os desafios que virão pela frente na Copa Verde e além.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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