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Red Bull Bragantino arranca empate contra o Fortaleza fora de casa
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O Cruzeiro conquistou uma importante vitória por 3 a 1 sobre o Vitória na tarde deste domingo, em duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, realizado no Mineirão. Os gols da equipe mineira foram marcados por Matheus Pereira, Rafa Silva e Arthur Gomes, enquanto Lucas Silva marcou contra para o Vitória.
Com esse resultado, o Cruzeiro alcança sete pontos e fica na sexta posição da tabela, enquanto o Vitória segue com apenas um ponto, ocupando a 18ª colocação.
Em um primeiro tempo movimentado, o jogo proporcionou diversas chances de gol para ambas as equipes. Destaque para as defesas do goleiro Lucas Arcanjo, do Vitória, e para as finalizações de Matheus Pereira, Rafa Silva e Arthur Gomes, do Cruzeiro.
No início do segundo tempo, o Cruzeiro abriu o placar com Matheus Pereira, mas logo em seguida sofreu o empate com um gol contra de Lucas Silva. Rafa Silva colocou os donos da casa novamente à frente, e Arthur Gomes ampliou a vantagem, selando a vitória para o Cruzeiro.
Próximos compromissos das equipes: o Cruzeiro enfrentará o Internacional no próximo sábado, no Mineirão, enquanto o Vitória terá pela frente o São Paulo, no Barradão, no domingo.
Com uma atuação sólida e eficiente, o Cruzeiro conquistou sua segunda vitória no Campeonato Brasileiro e segue em busca de uma boa campanha na competição.
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 3 X 1 VITÓRIA
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 28 de abril de 2024, domingo
Hora: 16h (de Brasília)
Árbitro: Fabio Augusto Santos Sá Junior (SE)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Cartões amarelos: Zé Ivaldo e Rafael Elias (Cruzeiro)
Público: 20.083 torcedores
Renda: R$ 620.905,00
GOLS
CRUZEIRO: Matheus Pereira (aos 4 minutos do 2°T), Rafa Silva (aos 12 minutos do 2°T) e Arthur Gomes (aos 29 minutos do 2°T)
VITÓRIA: Lucas Silva (contra, aos 6 minutos do 2°T)
CRUZEIRO: Anderson; William, Zé Ivaldo, João Marcelo e Marlon; Lucas Romero, Lucas Silva (Mateus Vital), Cifuentes (Barreal) e Matheus Pereira (Neris); Arthur Gomes (João Pedro) e Rafa Silva (Rafael Elias). Técnico: Fernando Seabra
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Zeca, Bruno Uvini, Wagner Leonardo e Lucas Esteves; Willian Oliveira, Luan Santos (Léo Naldi), Matheusinho (Daniel Júnior) e Matheus Gonçalves (Jean Mota); Osvaldo (Janderson) e Alerrandro (Léo Gamalho). Técnico: Léo Condé
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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