segundo lugar

Rebeca Andrade ganha a prata no salto nos Jogos Olímpicos de Paris

Brasileira fica atrás apenas de Simone Biles, que cravou um salto impecável; é a quinta medalha olímpica da atleta do Flamengo

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Esporte

Foto: Wander Roberto/COB

Rebeca Andrade segue fazendo história nos Jogos Olímpicos de Paris. Neste sábado (3), na final do salto — aparelho em que a brasileira foi ouro em Tóquio —, ela travou grande disputa com o mito Simone Biles, terminando em segundo lugar.

Ela levou a medalha de prata, com 15.100 na soma dos dois saltos. O ouro foi da americana Biles, que teve 15.300 na soma de seus dois saltos. O bronze ficou com a americana Jade Carey, com 14.466.

Esta foi a terceira medalha de Rebeca em Paris. Ela ajudou o time brasileiro a ficar com o bronze por equipes (EUA com o ouro; e Itália com a prata) e prata no individual geral (ouro para Biles). Com mais esta medalha, a atleta do Flamengo soma cinco medalhas olímpicas: um ouro, duas pratas e um bronze.

Porém, como Rebeca ainda está na final do solo (favorita ao pódio) e trave (nem tanto), pode sair de Paris com até cinco medalhas — e sete no total —, se tornando a maior medalhista da história olímpica do Brasil.

Como foi a disputa Biles x Rebeca

Pelo sorteio, Biles foi a quarta a saltar, e Rebeca a sexta. O primeiro salto da americana, com grau de dificuldade que era o mais alto do aparelho, foi espetacular, com 15.700. Enfim, marca inalcançável. Com isso, a americana foi para o segundo salto, mais básico, conseguindo 14.900, o que deu média 15.300.

Rebeca entrou sabendo que o ouro não tinha mais jeito, pois sua dificuldade no salto era inferior e alcançaria, no máximo, 15.200. Na primeira, 15.100 cravado. Na segunda, 14.866. Prata garantida com 14.966. Biles, por sua vez, garantiu a sua nona medalha olímpica: sete ouros, uma prata e dois bronzes. Um fenômeno, mas que tem Rebeca em seus calcanhares. Enfim, as duas disputarão o solo e a trave.

As medalhas olímpicas de Rebeca

  • 2021 (Tóquio-2020) Prata no geral individual feminino, ouro no salto
  • 2024 (Paris-2024) Bronze no feminino por equipes, prata no geral individual feminino, prata no salto

As medalhas olímpicas do Flamengo

1948 –

Afonso Évora, Alfredo da Motta e Zenny de Azevedo – Basquetebol – Bronze 1952 – José Telles – Atletismo (Salto em Altura) – Bronze 1960 – Fernando Freitas, Waldyr Boccardo, Zenny de Azevedo – Basquetebol – Bronze 1980 – Jorge Fernandes – Natação (4 x 200m livres) – Bronze 1984 Gilmar Popoca e Jorginho – Futebol – Prata Ricardo Prado – Natação (400m Medley) – Prata 1988 – Andrade, Bebeto e Zé Carlos – Futebol – Prata 1996 Bebeto – Futebol – Bronze Fernando Scherer (Xuxa) – Natação (50m Livres) – Bronze Sávio e Zé Maria – Futebol – Bronze 2000 Fernando Scherer (Xuxa) – Natação (4 x 100m Livres) – Bronze Leila Barros e Virna Dias (Voleibol) – Bronze 2012 – César Cielo – Natação – Bronze 2021 (Tóquio-2020) Rebeca Andrade – Ginástica – Prata no geral individual feminino Rebeca Andrade – Ginástica – Ouro no salto Isaquias Queiroz – Canoagem – Ouro nos 1000m 2024 Flavia Saraiva, Rebeca Andrade, Jade Barbosa e Lorrane Oliveira – Ginástica – Bronze no feminina por equipes Rebeca Andrade – Ginástica – Prata no geral individual feminino Rebeca Andrade – Ginástica – no salto.

 

 

Fonte: R7 Esportes – Ehttps://esportes.r7.com/jogada-10/rebeca-andrade-ganha-a-prata-no-salto-mais-uma-medalha-para-flamerngo-03082024/

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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