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Palmeiras vence o Fluminense e mantém liderança no Brasileirão

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O Palmeiras segue imbatível no Campeonato Brasileiro. Em um jogo de extremos na noite desta quarta-feira, o Verdão aproveitou o início avassalador, construiu vantagem de dois gols em 12 minutos e suportou a pressão sufocante do Fluminense na segunda etapa para vencer por 2 a 1, na Arena Crefisa Barueri, pela quarta rodada da competição. Vitor Roque, de pênalti, e Allan ampliaram para os donos da casa, enquanto Lucho Acosta descontou ainda no primeiro tempo.

Com o triunfo, o Palmeiras chega aos 10 pontos, mantém a liderança e amplia a invencibilidade na temporada para cinco jogos. A equipe de Abel Ferreira agora volta suas atenções para o Choque-Rei do próximo domingo, que vale vaga na final do Paulistão. Já o Fluminense, que vinha embalado, sofre a primeira derrota e cai da terceira para a quinta posição, com sete pontos. O time de Zubeldía terá pela frente o clássico contra o Vasco, no domingo, pela semifinal do Carioca.

O jogo

O Palmeiras não tomou conhecimento do adversário e quase marcou antes mesmo do relógio completar um minuto. Piquerez lançou Flaco López, que dominou, invadiu a área e bateu rasteiro. A bola desviou em Freytes e obrigou Fábio a fazer defesa difícil no canto esquerdo. Aos três, Savarino respondeu para o Flu com chute de fora que Carlos Miguel espalmou, e no rebote Ignácio cabeceou para fora.

A pressão alviverde deu resultado aos seis minutos. Andreas Pereira roubou a bola no ataque e encontrou Mauricio, que acionou Vitor Roque. O atacante partiu para cima e foi derrubado por Fábio dentro da área. Pênalti. Na cobrança, Vitor Roque bateu no canto direito, quase no meio do gol, e abriu o placar.

O segundo veio rapidamente, aos 12. Allan, cria da Academia, puxou contra-ataque do campo de defesa, invadiu a área pela direita, driblou a marcação e finalizou. A bola desviou em Ignácio e enganou Fábio, morrendo no fundo das redes: 2 a 0.

O Fluminense parecia atordoado, mas conseguiu reagir antes do intervalo. Aos 40, Flaco López errou passe no campo de ataque, e Lucho Acosta puxou o contra-ataque. O argentino acionou PH Ganso, cujo chute carimbou Gustavo Gómez. A sobra ficou com o próprio Lucho Acosta, que ganhou a disputa com dois marcadores e bateu firme para diminuir: 2 a 1.

Nos acréscimos, o Tricolor quase empatou. Primeiro, Lucho Acosta bateu cruzado e Carlos Miguel fez grande defesa. Depois, Martinelli arriscou da entrada da área, a bola quicou e o goleiro palmeirense voltou a salvar.

Segundo tempo 

Se o primeiro tempo teve domínio palmeirense no início e reação tricolor no fim, a etapa final foi de pressão absoluta do Fluminense. Aos dois minutos, Savarino recebeu na entrada da área e soltou uma bomba que acertou o travessão. Aos quatro, Otávio arriscou de longe e Carlos Miguel espalmou. O goleiro palmeirense se tornava figura central.

O Palmeiras só voltou a assustar aos oito, em cobrança de falta de Andreas Pereira que Murilo cabeceou para defesa de Fábio. Aos 18, o Verdão teve chance clara em contra-ataque: Mauricio invadiu a área e cruzou, mas Ignácio cortou antes que Vitor Roque finalizasse. Três minutos depois, Arias lançou Vitor Roque, que recuperou a bola quase perdida e soltou um foguete, acertando a trave. A bola quicou próximo da linha e a defesa afastou.

O Fluminense respondeu com Jhon Arias em falta fechada que Fábio espalmou para escanteio. Aos 26, Gustavo Gómez roubou a bola e lançou Sosa, que bateu forte e acertou a trave. Aos 34, Soteldo cruzou pela esquerda e Hércules não conseguiu pegar em cheio.

Nos minutos finais, o Fluminense se lançou de vez ao ataque. Aos 40, Soteldo recebeu cruzamento de Guga e tentou um voleio, mas Carlos Miguel apareceu novamente para evitar o empate. A pressão tricolor foi intensa, mas o Palmeiras segurou o resultado com solidez defensiva e um goleiro inspirado.

Clássicos decisivos pela frente

Agora, as atenções se voltam para os duelos estaduais. O Palmeiras encara o São Paulo no domingo (1º), às 20h30, na Arena Barueri, pela semifinal do Paulistão. Será o primeiro Choque-Rei do ano, com vaga na final em jogo.

Já o Fluminense tem compromisso no mesmo dia, mas às 18h, no Maracanã, contra o Vasco, pela volta da semifinal do Carioca. O time de Zubeldía precisa reverter a vantagem vascaína para chegar à decisão estadual.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 1 FLUMINENSE

Competição: Campeonato Brasileiro (4ª rodada)
Local: Arena Crefisa Barueri, em Barueri (SP)
Data: 25 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: às 20h30 (de Brasília)
Público: 10.329 torcedores
Renda: R$ 353.328,50
Cartões amarelos: Khellven, Jhon Arias e Marlon Freitas (Palmeiras); Fábio, Freytes, Martinelli e Ignácio (Fluminense)
Cartões vermelhos: Abel Ferreira (Palmeiras)

Arbitragem

  • Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)
  • Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Douglas Pagung (ES)
  • VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN)

Gols

 Vitor Roque, aos 8′ do 1°T (Palmeiras)
Allan, aos 12′ do 1°T (Palmeiras)
Lucho Acosta, aos 40′ do 1°T (Fluminense)

Palmeiras

Carlos Miguel; Khellven (Giay), Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira (Lucas Evangelista), Allan (Felipe Anderson) e Mauricio; Flaco López (Jhon Arias) e Vitor Roque (Ramón Sosa).
Técnico: Abel Ferreira

Fluminense

Fábio; Guga, Ignácio, Freytes e Arana; Bernal (Otávio), Martinelli (Hércules) e Lucho Acosta (Soteldo); Savarino, Serna (John Kennedy) e PH Ganso (Santi Moreno).
Técnico: Luis Zubeldía

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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