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Palmeiras vence Botafogo-SP e garante liderança geral no Campeonato Paulista

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Em um jogo dominado pela marcação e sem muitas emoções, o Corinthians encerrou sua participação no Campeonato Paulista com um empate por 0 a 0 contra o Água Santa, neste domingo, no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo.

O Timão, que já estava eliminado da competição, atuou com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, após a expulsão de Ryan nos acréscimos da primeira etapa. O técnico António Oliveira optou por escalar uma equipe alternativa, deixando de fora jogadores como Cássio, Maycon, Raniele e Yuri Alberto, que nem foram relacionados. O comandante português, suspenso, assistiu ao jogo de um camarote, enquanto Bruno Lazaroni ficou no banco de reservas.

Com o resultado, o Corinthians encerrou sua participação na terceira colocação do Grupo C, com 14 pontos, enquanto o Água Santa ficou em terceiro do Grupo B, com 15 pontos, duas a menos que a Ponte Preta, que avançou para enfrentar o Palmeiras nas quartas de final.

Agora, o foco do Corinthians se volta para a Copa do Brasil, onde na quinta-feira a equipe visita o São Bernardo pela segunda fase do torneio. O confronto está marcado para as 20 horas (horário de Brasília) no Estádio 1º de Maio.

O jogo começou equilibrado e com poucas chances claras de gol. O Água Santa tentou explorar os erros do Corinthians, enquanto a equipe alvinegra teve dificuldades para criar jogadas ofensivas. Destaques para boas defesas do goleiro Carlos Miguel e algumas oportunidades de gol perdidas por ambas as equipes ao longo da partida.

No segundo tempo, o Corinthians tentou controlar o jogo, mas o Água Santa cresceu e criou algumas oportunidades de perigo. Apesar das tentativas de ambos os times nos minutos finais, o placar permaneceu inalterado, encerrando a partida com o empate sem gols.

Apesar do resultado sem vitória, o Corinthians encerra sua participação no Paulistão e agora foca em buscar bons resultados na Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA

ÁGUA SANTA 0 X 0CORINTHIANS

Local: Estádio 1º de Maio, em São Bernardo (SP)
Data: 10  de março de 2024, domingo
Horário: às 16h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Assistentes: Daniel Luis Marques e Alex Alexandrino
VAR: Adriano de Assis Miranda
Cartões amarelos: Neilton, Cristiano, Luan Dias, Kady (Água Santa); Ryan, Pedro Henrique, Bidon Bruno Lazaroni (Corinthians)
Cartão vermelho: Ryan (Corinthians)

ÁGUA SANTA: Ygor Vinhas; Alex Silva, Joilson, Robles e Arthur; Cristiano (Léo Sena), Igor Henrique (Kady) e Luan Dias; Neilton (Luiz Eduardo), Bruno Xavier e Júnior Todinho (Jael). Técnico: Bruno Pivetti

CORINTHIANS: Carlos Miguel; Matheus França (Arthur Sousa), João Pedro, Caetano, Raul Gustavo e Hugo (Matheus Araújo); Ryan, Biro, Pedro Henrique (Léo Maná) e Gustavo Silva (Bidon); Romero (Giovane). Técnico: Bruno Lazaroni (auxiliar)





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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