Esporte
Palmeiras se prepara para decisão contra o Botafogo-SP e busca liderança no Paulistão
Esporte
No embate emocionante deste domingo (03.03), São Paulo e Palmeiras não decepcionaram os torcedores e protagonizaram um empate eletrizante em 1 a 1, no Morumbi, pela penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista.
O jogo foi marcado por momentos de intensidade e polêmicas, com Alisson abrindo o placar para o Tricolor e Raphael Veiga igualando o marcador em uma cobrança de pênalti questionada.
O destaque do clássico ficou por conta da arbitragem de Matheus Delgado Candançan, que tomou decisões controversas ao marcar um pênalti para o Palmeiras e deixar de assinalar uma penalidade a favor do São Paulo em lance envolvendo Luciano e Piquerez. As decisões do árbitro geraram bastante discussão durante a partida.
Com o empate, o São Paulo ainda não garantiu sua vaga no mata-mata do Paulistão, ocupando a liderança do Grupo D com 19 pontos. Já o Palmeiras, que está classificado para a fase eliminatória, detém a melhor campanha geral da competição e segue invicto, com sete vitórias e quatro empates.
O confronto equilibrado refletiu a rivalidade entre os dois clubes, com o Palmeiras começando melhor e o São Paulo reagindo ao longo da partida, resultando em um jogo intenso e movimentado. Ambas as equipes buscaram a vitória, mas tiveram que se contentar com o empate ao final do duelo.
O São Paulo encerra sua participação na primeira fase do Campeonato Paulista contra o Ituano, enquanto o Palmeiras enfrenta o Botafogo-SP, ambos jogos marcados para o próximo domingo. Com a fase decisiva se aproximando, as equipes se preparam para os desafios que virão e esperam seguir em busca de seus objetivos na competição estadual.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 1 PALMEIRAS
Local: Estádio do Morumbis, em São Paulo (SP)
Data: 3 de março de 2024 (domingo)
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Ines Back
VAR: Daiane Muniz dos Santos
Cartões amarelos: Pablo Maia e Rafael (São Paulo); Raphael Veiga, Zé Rafael e Gabriel Menino (Palmeiras)
Cartão vermelho: Estephano Dijan (auxiliar técnico) (São Paulo)
Público: 55.030 torcedores
Renda: R$ 3.693.222,00
GOLS
SÃO PAULO: Alisson (aos 24 minutos do 1°T)
PALMEIRAS: Raphael Veiga (aos 12 minutos do 2°T)
SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Arboleda e Diego Costa; Igor Vinícius (Michel Araujo), Pablo Maia, Alisson, Lucas e Welington; Ferreirinha (James Rodríguez) e Luciano (Erick). Técnico: Thiago Carpini
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Lázaro), Luan, Murilo e Piquerez; Aníbal Moreno (Gabriel Menino), Zé Rafael, Richard Ríos (Mayke) e Raphael Veiga (Caio Paulista); Endrick e Flaco López (Rony). Técnico: Abel Ferreira
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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