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Palmeiras é tricampeão do Campeonato Paulista após vencer o Santos por 2 a 0 no Allianz Parque

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Neste domingo, o Palmeiras sagrou-se tricampeão do Campeonato Paulista ao vencer o Santos por 2 a 0, no jogo de volta da grande final, realizado no Allianz Parque.

Os gols da partida foram marcados por Raphael Veiga e Aníbal Moreno, garantindo a vitória do Verdão e o título estadual. No jogo de ida, o Santos havia vencido por 1 a 0, resultando em um placar agregado de 2 a 1 para o Palmeiras.

Com esse triunfo, o Palmeiras alcançou seu 26º título do Campeonato Paulista, tornando-se o segundo clube com mais conquistas na competição, atrás apenas do Corinthians, que possui 30 títulos. O Santos, por sua vez, permanece com 23 títulos paulistas.

Esta conquista também marca a segunda vez na história que o Palmeiras vence o Paulistão pelo terceiro ano consecutivo, repetindo o feito de 1932, 1933 e 1934.

O Palmeiras já tem compromisso marcado na próxima quinta-feira, quando enfrentará o Liverpool-URU pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, no Allianz Parque, às 21 horas (de Brasília). Enquanto o Santos estreará na Série B do Campeonato Brasileiro contra o Paysandu, na Vila Belmiro, no final de semana dos dias 20 e 21.

No duelo contra o Santos, o Palmeiras buscou impor-se desde o início da partida, criando oportunidades e pressionando o adversário. Após um início equilibrado, o time conseguiu abrir o placar com Raphael Veiga convertendo um pênalti aos 27 minutos do primeiro tempo.

Na etapa complementar, o Palmeiras ampliou sua vantagem com Aníbal Moreno marcando o segundo gol aos 21 minutos. Mesmo com a pressão do Santos em busca do empate, o Palmeiras conseguiu segurar o resultado e garantir a vitória que lhe conferiu o título paulista.

Com uma atuação consistente e eficiente, o Palmeiras conquistou mais um importante título em sua história, demonstrando sua força e qualidade no cenário do futebol estadual e nacional.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 0 SANTOS

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 7 de abril de 2024 (domingo)
Hora: 18 horas (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Ines Back
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Cartões amarelos: Abel Ferreira, Endrick, Zé Rafael, Mayke (Palmeiras) Aderlan, Gil, Morelos (Santos)

Gols: Raphael Veiga, aos 32 do 1ºT, e Aníbal Moreno, aos 22 do 2ºT (Palmeiras)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Gustavo Gómez (Luan), Murilo e Piquerez; Aníbal Moreno, Zé Rafael (Richard Rios) e Raphael Veiga; Lázaro (Luis Guilherme), Endrick (Marcos Rocha) e Flaco López (Rony) Técnico: Abel Ferreira

SANTOS: João Paulo; Aderlan (JP Chermont), Gil, Joaquim e Felipe Jonatan (Hayner); João Schmidt, Diego Pituca (Weslley Patati) e Giuliano; Otero (Pedrinho), Guilherme e Morelos (Furch). Técnico: Fábio Carille





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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