na França

Nadador Gabriel Araújo conquista 1º ouro do Brasil na Paralimpíada

Mineiro de Santa Luzia vence de ponta a ponta a prova dos 100m costas

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Esporte

Foto: REUTERS/Andrew Couldridge

O primeiro ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris não tardou. Nesta quinta-feira (29), dia de abertura das competições na França, o nadador mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, venceu os 100 metros nado costas da classe S2 (atletas com grande comprometimento físico e motor), com o tempo de 1min53s67. Esta é a quarta medalha paralímpica da carreira do atleta, de 22 anos, que conquistou dois ouros e uma prata – nesta mesma prova – em Tóquio.

Gabrielzinho, atual campeão mundial nos 100 metros costas, não foi incomodado durante toda a prova, terminando quase oito segundos à frente do medalhista de prata, o russo Vladimir Danilenko, que competiu sob bandeira neutra. O terceiro colocado foi o chileno Alberto Abarza Diaz.

O mineiro, nascido em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, ainda tem mais quatro provas para nadar em Paris: os 50 metros costas e 200 livre na classe S2, além dos 50 livre e 150 medley na S3, classe com atletas com um grau de comprometimento menor que a S2.

O nadador é uma das principais protagonistas do esporte paralímpico brasileiro, tendo inclusive sido porta-bandeira do país na cerimônia de abertura dos Jogos, na última quarta (28).

Gabrielzinho nasceu com focomelia, doença congênita que impede a formação normal de braços e pernas. Ele começou a nadar em Juiz de Fora (MG).

 

 

 

 

Fonte: Agência Brasil – https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2024-08/nadador-gabriel-araujo-conquista-1o-ouro-do-brasil-na-paralimpiada

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Esporte

Rayan salva Brasil no fim e Seleção empata com a Austrália em estreia após a Copa

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Em sua primeira partida depois da eliminação na Copa do Mundo de 2026, o Brasil não convenceu, mas escapou da derrota. A Seleção empatou em 1 a 1 com a Austrália nesta sexta-feira, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, e só conseguiu evitar o tropeço no último lance da partida, quando Rayan cabeceou para deixar tudo igual. Irankunda, de falta, havia colocado os donos da casa na frente.

O técnico Carlo Ancelotti aproveitou o amistoso para testar e deu chances de estreia a Vitor Reis, Matheuzinho, Mauro Júnior e Jair. As mudanças, porém, não renderam o efeito esperado: a equipe apresentou um futebol pobre e ainda sofreu com as más condições do gramado.

O jogo

O primeiro susto, aliás, veio dos australianos. Aos seis minutos, Irankunda arriscou de longe e obrigou Hugo Souza a fazer boa defesa. O Brasil, atrapalhado pelo campo irregular de Townsville, demorou a se encontrar e só chegou com perigo aos 25 minutos, em chute de Estêvão para fora. Aos 37, Vinicius Júnior disparou em contra-ataque e serviu Raphinha, que finalizou por cima, com desvio. Estêvão ainda comemorou um gol aos 45 minutos, mas o tento foi anulado após revisão do VAR, por falta de Bruno Guimarães na origem da jogada.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo lento. Sem conseguir criar, o time brasileiro só voltou a assustar aos 17 minutos, quando Vini Jr. lançou Raphinha, que invadiu a área e chutou cruzado, com muito perigo.

A Austrália soube capitalizar a fraca atuação brasileira. Aos 22 minutos, Irankunda cobrou falta com força, no alto, sem chances de defesa para Hugo Souza, e abriu o placar.

A Seleção partiu para o tudo ou nada na reta final e foi premiada no último lance. Raphinha cobrou escanteio com precisão para Rayan, que cabeceou firme. A bola desviou no goleiro Beach, tocou o travessão e entrou, garantindo o empate.

O Brasil volta a campo na terça-feira, 29, para o segundo amistoso contra a Austrália, às 7h (de Brasília), no Suncorp Stadium, em Brisbane.

ARBITRAGEM
Árbitro Ryo Tanimoto (JAP)
Assistentes Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP)
VAR Yusuke Araki (JAP)
GOLS
Irankunda Aos 22 minutos do 2º tempo (Austrália)
Rayan Aos 49 minutos do 2º tempo (Brasil)
ESCALAÇÕES
Austrália Beach; Italiano (Geria), Circati, Souttar, Herrington e Behich; Irvine (Yazbek) e Okon-Engstler (O’Neill); Metcalfe (Younis), Irankunda (McGree) e Yengi. Técnico: Tony Popovic
Brasil Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis (Jair) e Douglas Santos (Mauro Júnior); Danilo e Bruno Guimarães (Douglas Luiz); Raphinha, Estêvão (Rayan), Vini Jr. (Samuel Lino) e Endrick (Pedro). Técnico: Carlo Ancelotti

Fonte: Esportes



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