MÉDIO NORTE E NOROESTE
Juara sedia etapas regionais dos Jogos Abertos Mato-grossenses a partir desta sexta-feira (13)
Competição da categoria adulta promovida pela Secel terá disputas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol
Esporte
O município de Juara (654 km de Cuiabá) sedia as etapas regionais Médio Norte e Noroeste dos Jogos Abertos Mato-grossenses, que serão realizadas de sexta-feira a domingo (13 a 15.09). Com disputas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol, a competição da categoria adulta é promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) em parceria com o município-sede.
A abertura oficial do evento será realizada na sexta-feira, às 20h, no Centro de Eventos João Paulo II, que fica na Praça dos Colonizadores, em Juara. A cerimônia marca o início das disputas que envolvem mais de 400 pessoas, incluindo atletas, técnicos e dirigentes.
O evento prossegue até domingo no ginásio Ângelo Sinval Riva, que recebe as partidas de futsal e handebol, e no ginásio Poliesportivo Júlio Sirena, que sedia os duelos de basquetebol e voleibol. Haverá também jogos de voleibol no ginásio Fernando Sebastião Scheffer.
Participam da competição 34 equipes representando os municípios de Aripuanã, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Diamantino, Juara, Juína, Porto dos Gaúchos e Tangará da Serra.
Com times masculinos e femininos, essa fase regional define as vagas para a etapa estadual, que será realizada em outubro. Até agora, já foram definidas as equipes campeãs das regiões Oeste/Sudoeste e Sul/Sudeste.
As próximas etapas regionais serão realizadas simultaneamente, de 27 a 29 de setembro, nos municípios de Alta Floresta e Querência, envolvendo os atletas adultos do Centro Norte/Norte e Leste/Nordeste de Mato Grosso. Confira aqui o calendário completo.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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