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Internacional vence o Santa Cruz e segue na caça ao líder Grêmio

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O Grêmio entrou em campo na noite desta terça-feira, na Arena, para enfrentar o Novo Hamburgo, em jogo válido pela 6ª rodada do Campeonato Gaúcho. Com gols assinalados por André Henrique e JP Galvão, na etapa complementar, o Tricolor bateu o Nóia por 2 a 0.

O resultado consolida o Grêmio ainda mais na liderança da competição, com 15 pontos somados em seis partidas.

O jogo começou disputado, com ambas as equipes tentando impor seu ritmo na partida, mas foi o Grêmio quem chegou primeiro, aos 3 minutos, com uma jogada um tanto polêmica: JP Galvão recebeu um lançamento de costas para a meta e caiu, dividindo com o marcador, mas a arbitragem não assinalou pênalti.

Dominando as ações inicialmente, o Tricolor teve mais algumas oportunidades antes dos 10’. F. Cristaldo cobrou uma falta da intermediária de ataque, mas a zaga cortou bem, afastando o perigo. Outra chance saiu de um lance de Fábio com Galdino, mas o atacante dividiu com a marcação e a bola saiu pela linha de fundo.

Aos 13’, foi a vez da equipe do técnico Renato Portaluppi arriscar de longe com Pepê, que mandou forte em direção a meta, mas o goleiro do Noia conseguiu a defesa.

Passados 21’, o Grêmio chegou novamente com um cruzamento de Reinaldo buscando JP Galvão, mas a marcação conseguiu cortar e travar a sequência do lance. A melhor chance gremista saiu quatro minutos depois, quando Nathan Fernandes recebeu um lançamento em condições e tentou driblar o goleiro, que conseguiu sair bem e impedir o que seria o primeiro gol tricolor.

O time de Renato Portaluppi seguiu criando oportunidades que levaram perigo à meta adversária: primeiro, Pepê mandou uma bomba de longa distância, mas Maticoli  mais uma vez fez boa defesa. Depois, foi a vez de Geromel pegar o rebote e tentar a finalização, mas a bola foi para fora.

Quando o relógio marcou 32’, Nathan Fernandes tramou uma boa jogada, passando pela marcação e acionando JP Galvão, mas a marcação conseguiu se antecipar e cortar mais esta chance.

Na reta final do primeiro tempo, João Pedro saiu em velocidade em direção a área, mas acabou derrubado com falta. Na cobrança, a bola foi colocada na marca penal, a defesa afastou e caiu para Nathan Fernandes, que finalizou rasteiro, mas o goleiro do Novo Hamburgo segurou.

Nos acréscimos, o Grêmio quase abriu a contagem por mais duas vezes: Nathan Fernandes deu um lindo passe para F. Cristaldo, que finalizou rasteiro, obrigando grande defesa do goleiro Maticoli. Em seguida, Cristaldo fez um cruzamento para Nathan, que mandou de cabeça, mas carimbou a trave.

O segundo tempo começou favorável para os gremistas que logo aos 3’, chegaram ao gol com André Henrique. No lance, JP Galvão fez o pivô e acionou João Pedro. O lateral fez um cruzamento para André, que finalizou para o fundo das redes, abrindo a contagem na Arena.

Não demorou para o Tricolor ampliar o placar, desta vez em cobrança de pênalti: aos 9’, JP Galvão mandou no canto direito da meta adversária, sem chances de defesa do Noia. Dois minutos depois, foi a vez de Reinaldo tentar a finalização a gol, mas a bola subiu demais.

O Novo Hamburgo tentou reagir, com Parede, que arriscou de longe, mas a bola desviou na defesa e saiu à esquerda da meta.

Passados 21’, o Grêmio chegou bem com uma triangulação na grande área, em que Besozzi recebeu o último passe e chutou, mas a bola acabou subindo demais. Na sequência, Pepê arriscou de fora da área, mandando por sobre a meta.

Aos 30 minutos, o Noia chegou com Erick Bahia, que fez um desvio de cabeça, mas parou em Marche, que fez a defesa. Em resposta, o Tricolor chegou com perigo, ameaçando por vezes – após bate rebate na área, João Pedro finalizou, mas a defesa tirou por completo.

Aos 37’, Lucas Besozzi fez uma grande jogada individual, cortou para a perna direita e chutou, mas a bola subiu demais. Já na reta final do jogo, aos 41’, os visitantes tiveram uma chance em falta da intermediária, mas Marchesín defendeu com tranquilidade.

Final de jogo: Grêmio 2×0 Novo Hamburgo.

Com o resultado, Grêmio segue na liderança da competição, com 15 pontos somados em seis partidas. O próximo desafio será diante do São Luiz, no sábado, na Arena.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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