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Internacional vence Gre-Nal de virada e mantém liderança no Gauchão

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Em um clássico eletrizante no Beira-Rio, o Internacional levou a melhor sobre o Grêmio no Gre-Nal de número 449, vencendo por 4 a 2 neste domingo, pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho. A partida foi marcada por viradas e a grande atuação de Borré, autor de dois gols, que ajudou o Colorado a garantir o triunfo. Marcos Rocha (contra) e Bernabei completaram o placar para os mandantes, enquanto Amuzu e Edenílson marcaram para o Tricolor Gaúcho.

Com a importante vitória, o Internacional permanece na ponta do Grupo A do Gauchão, somando agora 12 pontos. O Grêmio, apesar da derrota, segue na liderança do Grupo B com 9 pontos, mas aguarda o resultado do Caxias para saber se manterá a posição.

O jogo

O clássico começou com o Grêmio saindo na frente logo aos cinco minutos. Tetê fez um cruzamento pela direita que encontrou Carlos Vinícius para ajeitar de cabeça, e Amuzu não perdoou, balançando as redes. A resposta colorada não demorou: apenas cinco minutos depois, em cobrança de escanteio de Alan Patrick, Borré cabeceou. Noriega tentou interceptar em cima da linha, mas a bola desviou em Marcos Rocha e acabou no fundo do gol, empatando a partida.

Na segunda etapa, o Grêmio voltou a ter a vantagem. Aos 21 minutos, após cruzamento de Marlon, o goleiro Rochet socou a bola, que sobrou para Tetê finalizar. O chute foi bloqueado por Paulinho, mas a bola subiu e, na descida, Rochet se atrapalhou, permitindo que Edenílson empurrasse para as redes, recolocando o Tricolor em vantagem.

No entanto, a alegria gremista durou pouco. Aos 29 minutos, Carbonero avançou pela linha de fundo e cruzou na medida para Borré, que, de cabeça, empatou o clássico novamente. A virada definitiva veio em seguida, em uma jogada rápida do Inter. Alan Patrick lançou Borré, que invadiu a área e bateu cruzado para fazer o 3 a 2. Para sacramentar a vitória, aos 37 minutos, Bernabei recebeu de Carbonero na lateral da área e soltou um forte chute de esquerda, ampliando o placar para o Internacional e selando o 4 a 2 no Gre-Nal.

Próximos desafios 

Internacional receberá o Athletico-PR na quarta-feira ( 28.01, às 19h (de Brasília), no Beira-Rio.

Grêmio viajará para o Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense no Maracanã, às 19h30 (de Brasília). Ambas as equipes gaúchas voltam suas atenções para o Campeonato Brasileiro.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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