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Inter vence o Grêmio e garante liderança do Gaúcho

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O Inter venceu o Novo Hamburgo de virada por 3 a 1, na noite de domingo (18), no estádio do Vale e é o líder do Campeonato Gaúcho 2024. Os gols colorados no confronto saíram dos pés de Alan Patrick, Enner Valencia e Wanderson. Agora o inter foca na preparação da semana Gre-Nal para encarar o clássico do próximo domingo, válido pela penúltima rodada da primeira fase do estadual.

Diferente da maioria das equipes do interior, o Novo Hamburgo mostrou uma equipe bastante organizada no ataque e o início do confronto se desenrolava com uma tensão na defesa colorada.

Logo aos 8 minutos, o Inter chegou no ataque com Wanderson, que lançou um passe preciso para Alan Patrick, mas o camisa 10 não conseguiu converter em gol. Logo em seguida, o Novo Hamburgo abriu o placar com um gol de Luam Parede, após cruzamento certeiro de Tanque.

A resposta do Internacional não demorou. Aos 16 minutos, Wanderson driblou a defesa e arriscou um chute, que resultou em escanteio para o Inter. Enquanto isso, Bruno Henrique tentava furar o bloqueio, mas a defesa do Novo Hamburgo se mostrava firme.

Mas aos 26 minutos, a torcida colorada explodiu em comemoração no estádio do Vale quando Alan Patrick empatou o jogo, recebendo um passe magistral de Enner Valencia a partir da ponta esquerda. Novo Hamburgo 1 x 1 Internacional.

O Internacional pressionava, mas o Novo Hamburgo resistia bravamente e por vezes assustava no contra ataque.

Aos 43 minutos, Alan Patrick retribuiu a assistência e encontrou Enner Valencia, que se movimento entre os zagueiros, dominou a bola e soltou uma bomba de dentro da área, virando o jogo para o Inter. O Inter havia virado o jogo ainda na primeira etapa e mostrava muita tranquilidade antes do intervalo.

Logo aos 10 minutos da segunda etapa, Wanderson aproveitou um cruzamento de Bruno Henrique e balançou as redes de cabeça, ampliando a vantagem do Internacional.

Com o 3 x 1 no placar, o Inter povoou o campo de ataque e não deixava espaços para o Novo Hamburgo sair para o o jogo. Aos 21 minutos, Lucas Alario fez o pivô e tabelou bonito com Alan Patrick. O centroavante argentino quase marcou, em uma tentativa que passou rente a trave.

Após a expulsão de Patrick Maranhão, aos 27 minutos, e com as substituições promovidas por Eduardo Coudet, o Inter dominou o Novo Hamburgo em pleno estádio do Vale. Nos minutos finais da partida, o Nóia passou longe do gol de Anthoni, que havia trabalhado com mais afinco na primeira etapa.

A partida seguiu com menos intensidade, com alguns lances de perigo principalmente por parte do Internacional. Hyoran e Enner Valencia tentaram, mas não conseguiram alterar o placar. Maticoli, em uma defesa magistral, impediu o quarto gol do Internacional aos 48 minutos.

E assim, ao soar do apito final aos 49 minutos, o estádio do Vale testemunhou o término de um confronto marcado por reviravoltas, emoções e momentos de puro talento futebolístico. O Internacional saiu vitorioso, mas o Novo Hamburgo mostrou sua garra e determinação em campo. O futebol, mais uma vez, proporcionou uma experiência única e inesquecível para os apaixonados torcedores.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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