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Holanda e Japão empatam em duelo eletrizante na Copa 

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Holanda e Japão fizeram um jogo eletrizante neste domingo (14.06), e empataram por 2 a 2 em uma partida marcada por reviravoltas, chances claras e muito equilíbrio. O confronto começou com a equipe europeia abrindo o placar, viu os japoneses reagirem, teve nova virada holandesa ainda no primeiro tempo e terminou com igualdade após pressão intensa da seleção asiática na reta final.

O jogo

A Holanda começou melhor e abriu o marcador logo aos 4 minutos, quando Virgil van Dijk aproveitou cruzamento de Ryan Gravenberch e cabeceou para o fundo da rede. O Japão respondeu aos 11, com Keito Nakamura finalizando com categoria após jogada construída por Takefusa Kubo. Antes do intervalo, Crysencio Summerville recolocou os holandeses em vantagem ao acertar um chute colocado, após boa movimentação de Gravenberch na entrada da área.

No segundo tempo, a Holanda chegou a administrar o jogo com posse de bola e volume ofensivo, mas o Japão cresceu na partida. A equipe asiática criou boas chances, forçou defesas importantes de Bart Verbruggen e passou a empurrar os holandeses para o próprio campo. O prêmio pela insistência veio aos 43 minutos, quando Junya Ito cobrou escanteio e Daichi Kamada completou de cabeça para decretar o empate em 2 a 2.

O duelo foi intenso do começo ao fim, com alternância de domínio e boas oportunidades para os dois lados. A Holanda terminou com mais posse de bola e maior controle em parte do jogo, mas viu o Japão reagir com força na etapa final e arrancar um ponto importante. Com o resultado, as duas seleções somam um ponto na tabela e seguem vivas na disputa da próxima fase.

Próximos jogos | 2ª rodada do Grupo F da Copa do Mundo

Holanda x Suécia 
Data e horário: 20/06 (sábado), às 14h (de Brasília)
Local: NRG Stadium, em Houston (EUA) Observador

Tunísia x Japão 
Data e horário: 19/06 (sexta), às 1h (de Brasília)
Local: Estádio BBVA, em Monterrey (MEX)

FICHA TÉCNICA
Placar Holanda 2 x 2 Japão
Competição 1ª rodada do Grupo F da Copa do Mundo
Local AT&T Stadium, no Texas (EUA)
Data 14/06 (domingo)
Horário 17h
Cartões amarelos Summerville, Memphis e Van de Ven (Holanda)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ismail Elfath (EUA)
Assistente 1 Corey Parker (EUA)
Assistente 2 Kyle Atkins (EUA)
VAR Armando Villarreal (EUA)
Gol da Holanda Van Dijk, aos 6′ do 2ºT
Gol do Japão Nakamura, aos 12′ do 2ºT
Gol da Holanda Summerville, aos 19′ do 2ºT
Gol do Japão Daichi Nakamura, aos 44′ do 2ºT
 Holanda Verbruggen, Dumfries, Van Hecke, Van Dijk, Van de Ven, Gravenberch (Aké), De Jong, Reijnders (Koopmeiners), Malen (Memphis), Gakpo (Brobbey) e Summerville (Timber)
Técnico da Holanda Ronald Koeman
Japão Zion Suzuki, Watanabe (Sugawara), Taniguchi, Hiroki Ito, Doan (Tomiasu), Kamada, Sano, Kubo (Ogawa), Nakamura, Maeda (Ito) e Ueda (Shiogai)
Técnico do Japão Hajime Moriyasu

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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