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Goleadas e coberturas: Dudu rebate provocações do São Paulo

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Atacante defendeu as brincadeiras no futebol, mas lembrou do péssimo retrospecto recente dos rivais na casa palmeirense

Da Redação

 

O atacante Dudu, do Palmeiras, levou na esportiva as provocações do São Paulo depois da vitória tricolor no clássico do último sábado, mas não perdeu a chance de alfinetar o rival. Nesta segunda-feira, o capitão alviverde comentou sobre o vídeo ao som de valsa divulgado pelo São Paulo, ironizando os 15 anos sem derrota para o Palmeiras no Morumbi. E relembrou o mau retrospecto dos são-paulinos no Allianz Parque.

“É normal. Fazer o quê? Eles ganharam, então temos de aguentar. É igual quando eles vêm jogar aqui e tomam três, quatro, gol de cobertura. Também precisam aguentar. Ainda tem o jogo de volta e sabemos que é muito difícil jogar no nosso estádio. Paciência, temos que esperar o próximo jogo”, afirmou Dudu no CT do Palmeiras, após o treino.

Campeonato Paulista 2017 - Palmeiras x São Paulo

Dudu foi carregado pelos companheiros por gol de cobertura diante do São Paulo no Allianz Parque

No último clássico no Allianz Parque, vencido por 3 a 0 pelo time da casa, o próprio Dudu marcou um gol de cobertura no goleiro Denis, em lance que lhe rendeu uma placa das mãos do presidente Maurício Galiotte.  Na temporada de 2015, o meia Robinho, atualmente emprestado ao Cruzeiro, marcou dois gols por cobertura sobre o goleiro Rogério Ceni, um em casa e outro no Morumbi.

Nos últimos 15 anos, o Palmeiras amarga uma sequência de 15 derrotas e nove empates diante do São Paulo no Morumbi. A última vitória foi em 20 de março de 2002, por 4 a 2, pelo Torneio Rio-São Paulo. O time tricolor, porém, perdeu os quatro clássicos contra o Palmeiras disputados na nova arena alviverde.

Passado o baque do clássico, o Palmeiras concentra suas forças na Copa do Brasil. Às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, o time paulista encara o Internacional, no Beira-Rio, com a vantagem do empate para avançar às quartas de final – venceu o jogo de ida por 1 a 0.

 

 

 

 

Fonte: Gazeta Press

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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