Esporte
Furacão atropela e goleia Rayo Zuliano por 6 a 0 na Copa Sul-Americana
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Um título que será lembrado por no mínimo 100 anos! Daqui a um século, quando o Athletico Paranaense completar seu 200º aniversário, os rubro-negros do futuro irão rever os gols de Pablo, Fernandinho e Mastriani, na vitória de 3 a 0 sobre o Maringá. Os gols que deram ao clube o seu 28º título estadual, no ano do centenário!
Assim como hoje recordamos que há exatos 100 anos, em 6 de abril de 1924, o Furacão entrou em campo pela primeira vez. Aqui mesmo na Baixada, venceu o Universal por 4 a 2 e deu início a uma trajetória que nos colocou entre os maiores clubes do Brasil.
Comemorar o centenário com um título é um gosto que poucas torcidas tiveram. Muitas outras tiveram que celebrar a data sem uma conquista. O torcedor athleticano já sabe que teremos ao menos uma taça para este marco histórico. Mas a temporada está apenas no começo. A luta que vem pela frente é para deixar este ano ainda mais glorioso!
O Athletico tinha a vantagem conquistada no primeiro jogo, no interior. Mas mesmo assim, teve o domínio da partida desde o início e buscou o gol durante os 90 minutos. Logo no começo, em boa jogada com Canobbio, Esquivel mandou na rede pelo lado de fora.
Pablo já havia cabeceado uma vez com perigo quando, aos 26′, deu início à festa na Ligga Arena lotada. O artilheiro tabelou com Christian, recebeu na área e bateu forte. A bola desviou na defesa e enganou o goleiro, que ainda tocou na bola antes de ela parar na rede! Foi o sétimo gol de Pablo no Estadual.

O Furacão seguiu dominando a partida. Fernandinho fazia mais uma partida memorável e tinha as melhores jogadas da equipe passando por seus pés. Em um chute de longe, ele quase surpreendeu o goleiro Dheimison. E em um cruzamento para Canobbio, viu o uruguaio quase marcar um golaço de voleio.
Aos 37′, uma bela jogada athleticana resultou no segundo gol. Kaique Rocha puxou contra-ataque em velocidade e tocou para Pablo. O centroavante rolou para Christian, que foi derrubado pelo goleiro maringaense. Na cobrança, Fernandinho bateu com categoria, deslocando o goleiro e fazendo 2 a 0 para o Rubro-Negro!

No segundo tempo, o Athletico continuou controlando o jogo e criando as melhores chances. Pablo bateu falta e longe e mandou raspando o travessão. Julimar sofreu um novo pênalti, mas havia impedimento na jogada. Zapelli bateu com perigo após passe de Mastriani.
Na melhor chance do Maringá na partida, Bento deu seu espetáculo! Foram quatro intervenções seguidas, a última delas se lançando aos pés de Robertinho para evitar a conclusão. Um lance incrível do goleiro da Seleção Brasileira, que levantou a Ligga Arena!
Mas a torcida queria mais e foi atendida no último lance da partida. Aos 47′, Fernandinho mandou um lançamento perfeito para Alex Santana, que entrou e, na saída do goleiro, rolou para Mastriani fechar o placar e o campeonato!

FICHA TÉCNICA
Athletico Paranaense 3×0 Maringá
Campeonato Paranaense 2024: Final – Jogo de volta
Data: 06/04/2024 (sábado)
Horário: 17h
Local: Ligga Arena
Público total: 37.758
Público pagante: 36.692
Renda: R$ 1.368.240,00
Árbitro: Lucas Paulo Torezin
Assistentes: Bruno Boschilia e Victor Hugo Imazu dos Santos
Quarto árbitro: Luiz Alexandre Fernandes
Árbitro de vídeo: Rodolpho Toski Marques
Cartões amarelos: Erick e Alex Santana (Athletico) e Serginho, Marcos Vinícius, Julio Rodrigues e Zé Vitor (Maringá)
Gols: Pablo, aos 26′, e Fernandinho, aos 39′ do primeiro tempo; Mastriani, aos 47′ do segundo tempo
Athletico Paranaense: Bento; Leo Godoy (Madson, aos 17′ do 2º tempo), Kaique Rocha, Thiago Heleno e Esquivel; Fernandinho, Christian (Zapelli, aos 24′ do 2º tempo) e Erick (Hugo Moura, aos 39′ do 2º tempo); Julimar, Pablo (Mastriani, aos 17′ do 2º tempo) e Canobbio (Alex Santana, aos 39′ do 2º tempo). Técnico: Cuca
Maringá: Dheimison; Ronald Carvalho, Tito e Vilar; Marcos Vinícius (Iago Santana, aos 15′ do 2º tempo), Morelli (Negueba, aos 25′ do 20 tempo), Rodrigo, Zé Vitor e Caíque (Mirandinha, no intervalo); Serginho (Julio Rodrigues, aos 25′ do 2º tempo) e Bruno Lopes (Robertinho, aos 15′ do 2º tempo). Técnico: Jorge Castilho
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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