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Fortaleza goleia Boca Juniors e se isola na liderança pela Sul-Americana
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Na noite desta quinta-feira (25), o Fortaleza recebeu a equipe do Boca Juniors, na Arena Castelão, pela terceira rodada da CONMEBOL Sudamericana, e saiu vitorioso pelo placar de 4 a 2. Lucero (2x) e Pikachu (2x) marcaram para o Leão do Pici.
Jogando no Castelão para mais de 50 mil torcedores, o Fortaleza começou a partida pressionando. Logo nos primeiros minutos, a zaga do Boca se atrapalhou e deu chances ao Leão do Pici. Aos três minutos, após falha defensiva, Pochettino roubou a bola e lançou Lucero, o camisa 9 deslocou o goleiro e abriu o placar. Com a vantagem, o Tricolor de Aço continuou pressionando mas não conseguiu ampliar. Aos 21 minutos, Merentiel empatou para os visitantes.
Após o gol de empate, Cardona acabou sentindo e foi substituído por Titi, que passou a ser o capitão da equipe. Ainda na primeira etapa, Yago Pikachu teve boa chance de colocar o Fortaleza novamente em vantagem, mas após limpar o defensor acabou parando na defesa do goleiro.
Na volta para o intervalo, já nos primeiros minutos, Pochettino cobrou falta na cabeça de Lucero e o camisa 9 colocou novamente o Fortaleza à frente no placar. Vencendo a partida, o Tricolor de Aço continuou pressionando e após uma roubada de bola no meio campo, Pochettino fez lindo lançamento para Pikachu, que com muita tranquilidade marcou o terceiro gol tricolor, a terceira assistência do camisa 7.
Utilizando dos contra-ataques, o quarto gol do Fortaleza saiu após jogada individual de Imanol Machuca, que venceu a marcação na corrida e fez o cruzamento para Yago Pikachu, que sem goleiro colocou o Fortaleza em uma situação confortável no jogo. O Boca conseguiu descontar aos 41 minutos, em chute de fora da área, mas sem forças para buscar o empate.
PRÓXIMO CONFRONTO
O Tricolor volta a campo neste domingo (28) diante do RedBull Bragantino, pela 4ª rodada do Brasileirão, às 18h30, na Arena Castelão.
📋 FICHA TÉCNICA
Fortaleza 4×2 Boca Juniors
CONMEBOL Sudamericana – 3ª Rodada
25/04/2024 – 21h – Arena Castelão
Arbitragem: Ilmar Roldan
Gols: Lucero (2x) e Yago Pikachu (2x) (Fortaleza); Merentiel e Kevin Zenon (Boca Juniors)
Cartões Amarelos: Britez, Pedro Augusto, João Ricardo, Lucas Sasha, Renato Kayzer (Fortaleza); Merentiel, Saracchi, Guillhermo Fernandez (Boca Juniors)
Cartões Vermelhos: Renato Kayzer (Fortaleza)
Público total: 53.428
Renda bruta: R$ 1.730.268,00
ESCALAÇÕES
Fortaleza: João Ricardo; Britez, Pedro Augusto, Cardona (Titi); Yago Pikachu, Hércules (Martínez), Zé Welison (Lucas Sasha), Pochettino, Bruno Pacheco; Machuca (Moisés) e Lucero (Renato Kayzer). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
Boca Juniors: Romero; Di Lollo (Advincula), Figal, Lema, Saracchi; Saralegui (Guillhermo Fernandez), Medina, Fernandez, Fabra (Kevin Zenon); Langoni (Briasco), Merentiel (Lucas Janson). Técnico: Diego Martínez
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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