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Fortaleza e Vasco empatam em duelo válido pela terceira fase da Copa do Brasil

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O Fortaleza e o Vasco protagonizaram um confronto equilibrado e sem gols no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, realizado no Castelão, nesta quarta-feira. Com o empate em 0 a 0, a decisão da vaga nas oitavas de final da competição ficou para o confronto de volta, que será realizado em São Januário, no dia 21 de maio.

Em um gramado bastante irregular, o Fortaleza teve maior posse de bola e buscou a iniciativa do jogo, porém encontrou dificuldades para criar oportunidades claras de gol. O Vasco, por sua vez, apostou na solidez defensiva e nos contra-ataques, mas não conseguiu ameaçar com perigo a meta adversária ao longo dos 90 minutos.

O time mandante teve algumas chances de abrir o placar, com destaque para Pochettino, que acertou a trave em uma das melhores oportunidades da partida. O Vasco, por sua vez, teve uma boa atuação defensiva e conseguiu neutralizar as investidas do Fortaleza.

No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura tática, com o Fortaleza buscando o gol da vitória e o Vasco priorizando a organização defensiva. Apesar das tentativas de ambos os lados, o placar permaneceu inalterado até o apito final.

Com o empate, a definição do classificado para a próxima fase da Copa do Brasil ficou em aberto, aumentando a expectativa para o confronto decisivo em São Januário. Quem vencer o jogo do dia 21 de maio avançará para as oitavas de final da competição, enquanto um novo empate levará a decisão para os pênaltis.

O Fortaleza e o Vasco terão mais uma oportunidade de buscar a vitória e a classificação na Copa do Brasil, em um duelo que promete grandes emoções e um desfecho emocionante para os torcedores das duas equipes.

FICHA TÉCNICA

FORTALEZA 0 X 0 VASCO

Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: Quarta-feira, 1 de maio de 2024
Horário: 19h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP-Fifa) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS-VAR-Fifa)
Cartões amarelos: Matheus Carvalho, Vegetti e Sforza (Vasco)

FORTALEZA: João Ricardo, Tinga, Brítez, Titi, Felipe Jonathan (Bruno Pacheco); José Welison (Hércules), Matheus Rossetto (Kervin) e Pochettino; Yago Pikachu (Marinho), Lucero e Machuca (Moisés). Técnico: Juan Pablo Vojvoda

VASCO: Léo Jardim, Rojas (Zé Gabriel), Maicon e Léo; Paulo Henrique, Hugo Moura (Galdames), Mateus Carvalho (Sforza) e Lucas Pitón; Rayan (Rossi), David (Adson) e Vegetti
Técnico: Rafael Paiva (Interino)





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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