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Fortaleza e Botafogo ficam no 1 a 1 na Arena Castelão pelo Campeonato Brasileiro
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O confronto entre Fortaleza e Botafogo, válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, terminou empatado em 1 a 1 neste domingo (12), na Arena Castelão. O jogo, marcado por um primeiro tempo movimentado e um segundo tempo de poucas oportunidades claras, deixou o Leão do Pici na 11ª posição da tabela, com sete pontos.
O Fortaleza, apelidado carinhosamente de Leão do Pici, demonstrou superioridade no início da partida, dominando as ações e criando as melhores chances. O gol do Tricolor de Aço veio aos 10 minutos, numa bela jogada iniciada por Breno Lopes, que encontrou Tomás Pochettino. O meia avançou para a área e concluiu a jogada com um chute preciso, abrindo o placar para o time da casa.
O Botafogo, por sua vez, não demorou a responder. Aos 17 minutos, após uma série de tentativas do Fortaleza de ampliar a vantagem, o time carioca conseguiu o empate com Danilo Barbosa, que marcou de cabeça após um escanteio, levando o jogo para o intervalo com o placar de 1 a 1.
O segundo tempo viu uma diminuição no ritmo do jogo, com poucas chances claras de gol para ambos os lados. O Fortaleza tentou retomar a liderança com uma cobrança de falta de Pochettino e um chute diagonal de Moisés, mas sem sucesso. O Botafogo teve suas oportunidades com Júnior Santos e um momento de brilho do goleiro João Ricardo, que fez importantes defesas para manter o empate.
Com este resultado, o Fortaleza se prepara agora para um desafio internacional, enfrentando o Boca Juniors pela quinta rodada da CONMEBOL Sudamericana. O jogo está marcado para esta quarta-feira (15), às 21h, no emblemático Estádio La Bombonera, em Buenos Aires. Este confronto promete ser uma importante medida para o Leão do Pici, buscando uma vitória fora de casa para avançar na competição sul-americana.
FICHA TÉCNICA
Fortaleza 1×1 Botafogo
Campeonato Brasileiro Série A – 6ª Rodada
12/05/2024 – 16h – Arena Castelão
Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (FIFA)
Gols: Tomás Pochettino (Fortaleza); Danilo Barbosa (Botafogo)
Cartões Amarelos: Titi, Hércules e Brítez (Fortaleza); John Victor, Oscar Romero, Mateo Ponte, Alexander Barboza, Cuiabano e Diego Hernández (Botafogo)
Público total: 15.645
Renda bruta: R$ 267.239,00
Fortaleza: João Ricardo; Tinga, Kuscevic, Titi e Felipe Jonatan; Rossetto, Hércules (Zé Welison) e Pochettino (Machuca); Breno Lopes (Moisés), Marinho (Yago Pikachu) e Renato Kayzer (Lucero). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
Botafogo: John; Mateo Ponte (Damián Suárez), Bastos, Alexander Barboza e Cuiabano; Danilo Barbosa (Marlon Freitas), Gregore, Tchê Tchê e Oscar Romero (Diego Hernandéz); Jeffinho (Savarino) e Luiz Henrique (Júnior Santos). Técnico: Arthur Jorge
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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