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Fluminense supera Vasco e garante vantagem mínima na semifinal do Carioca

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Em um clássico eletrizante marcado por reviravoltas, o Fluminense saiu vitorioso sobre o Vasco por 1 a 0 neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca. O triunfo, conquistado mesmo com a equipe tricolor atuando com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo, confere uma valiosa vantagem para o confronto de volta. O gol decisivo foi assinado por Kevin Serna ainda na primeira etapa.

A vitória coloca o Fluminense em uma posição confortável para o jogo de volta, que ocorrerá no próximo domingo no Maracanã. Para avançar à final, o Tricolor precisará apenas de um empate. Já o Vasco terá uma missão mais árdua: necessita de uma vitória por dois gols de diferença para se classificar diretamente. Um triunfo vascaíno por apenas um gol levará a decisão para as penalidades máximas.

O jogo

O início da partida foi caracterizado por muita disputa no meio-campo e poucas oportunidades claras de gol. Ambas as equipes demonstravam nervosismo e cometiam erros na construção das jogadas, resultando em um clássico morno nos primeiros minutos. A situação mudou aos 31 minutos, quando o Fluminense, em uma jogada bem trabalhada, abriu o placar. Após um cruzamento preciso, Freyres escorou e Serna mostrou oportunismo para empurrar a bola para as redes.

O gol obrigou o Vasco a sair mais para o jogo. Aos 43 minutos, Rojas arriscou um chute de longa distância, exigindo uma boa intervenção do goleiro Fábio. Nos acréscimos, o Fluminense quase ampliou em um contra-ataque, com John Kennedy servindo Bernal, que finalizou para uma grande defesa de Léo Jardim, mantendo o placar em 1 a 0 até o intervalo.

Segundo tempo

O Fluminense retornou do vestiário com maior posse de bola e controlando o ritmo do jogo. Contudo, foi o Vasco quem criou a primeira chance de perigo na etapa complementar, quando Puma Rodríguez chutou forte e Fábio novamente fez uma boa defesa. O Tricolor respondeu logo depois, com John Kennedy finalizando cruzado e passando muito perto do gol.

O momento mais tenso da partida ocorreu aos 20 minutos, quando Bernal, do Fluminense, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando sua equipe com um jogador a menos. Com a vantagem numérica, o Vasco intensificou a pressão, buscando o empate através de cruzamentos na área e jogadas pelas laterais. No entanto, a defesa do Fluminense se portou de forma heroica, demonstrando grande organização e determinação para segurar o resultado e garantir a importante vitória.

Próximos compromissos 

Antes do embate decisivo pela Taça Rio, ambas as equipes têm compromissos pelo Campeonato Brasileiro.

O Vasco entrará em campo na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, às 19h (de Brasília), para enfrentar o Santos na Vila Belmiro, pela 4ª rodada da competição nacional.

Já o Fluminense terá um desafio na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, às 21h30 (de Brasília), contra o Palmeiras na Arena Barueri, também pela 4ª rodada do Brasileirão.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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