Esporte
Fluminense supera o Operário-PR no Maracanã e avança às oitavas da Copa do Brasil
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O Fluminense garantiu presença nas oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o Operário-PR por 2 a 1, nesta terça-feira (12.05), no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelo jogo de volta da quinta fase da competição. Acosta e Savarino marcaram para o time carioca, enquanto Felipe Augusto descontou para a equipe paranaense.
Como havia empatado sem gols na partida de ida, em Ponta Grossa, o Tricolor entrou em campo precisando apenas de uma vitória simples para confirmar a classificação — e cumpriu a missão diante de sua torcida.
O jogo
O Fluminense começou a partida com intensidade e abriu o placar logo aos sete minutos. Após Acosta receber na área e ser derrubado por Índio, o árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, Savarino bateu com firmeza e colocou o Fluminense em vantagem.
A equipe carioca seguiu melhor no confronto e ampliou aos 37 minutos da etapa inicial. Nonato encontrou um bom passe em profundidade para Lucho Acosta, que disputou a jogada com o zagueiro e conseguiu finalizar para marcar o segundo gol tricolor.
Segundo tempo
O Fluminense ainda teve a chance de transformar a vitória em goleada. Aos dois minutos, Cuenú interceptou a bola com a mão dentro da área, e o árbitro marcou novo pênalti. John Kennedy foi para a cobrança, mas acertou a trave.
O Operário tentou reagir e conseguiu diminuir aos 38 minutos. Em jogada pela esquerda, Edwin Torres cruzou para a segunda trave, Jemmes não conseguiu fazer o corte, e Felipe Augusto aproveitou a sobra para empurrar para o gol.
Quatro minutos depois, porém, o próprio Edwin Torres acabou expulso ao parar um contra-ataque do time carioca, dificultando qualquer tentativa de reação da equipe visitante.
Com a vitória confirmada, o Fluminense agora volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. No sábado, às 19h, a equipe recebe o São Paulo no Maracanã, pela 15ª rodada. Já o Operário encara o Náutico, às 16h, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela Série B.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Fluminense 2 x 1 Operário | |
| Competição | Copa do Brasil (jogo de volta da quinta fase) |
| Local | Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) |
| Data | 12 de maio de 2026 (terça-feira) |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Cartões amarelos | Aylon (Operário); Jemmes (Fluminense); Cuenú (Operário); Guga (Fluminense); Acosta (Fluminense); Edwin Torres (Operário); Pedro Vilhena (Operário) |
| Cartões vermelhos | Edwin Torres (Operário) |
| Gols | Savarino, aos 10′ do 1ºT (Fluminense); Acosta, aos 37′ do 1ºT (Fluminense); Felipe Augusto, aos 38′ do 2ºT (Operário) |
| Árbitro | João Vitor Gobi (SP) |
| Auxiliares | Alex Ang Ribeiro (SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP) |
| VAR | Emerson de Almeida Ferreira (MG) |
| Fluminense | Fábio; Guga, Jemmes, Freyter e Arana; Nonato (Bernal), Hércules e Acosta (Ganso); Savarino, Canobbio (Serna) e John Kennedy (Castillo). |
| Técnico do Fluminense | Luis Zubeldía |
| Operário | Vágner; Mikael Doka, Cuenú, Miranda e Moraes (Gabriel Feliciano); Índio (Neto Paraíba), Vinicius Diniz (Felipe Augusto) e Boschilia; Aylon (Edwin Torres), Pablo e Berto (Pedro Vilhena). |
| Técnico do Operário | Luizinho Lopes |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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