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Fluminense e Juventude empatam em duelo no Maracanã

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Em partida disputada neste sábado no Maracanã, Fluminense e Juventude empataram por 1 a 1, em confronto válido pelo Campeonato Brasileiro. O resultado deixa as duas equipes com seis pontos, ocupando posições na parte de baixo da tabela da competição.

O Fluminense abriu o placar no primeiro tempo com um gol de pênalti marcado por Marcelo. Entretanto, o Juventude conseguiu igualar o marcador na etapa final, após um erro do goleiro Fábio, que resultou no gol de Jadson.

Durante a partida, o Juventude demonstrou uma postura ofensiva, pressionando o Fluminense e criando boas oportunidades de gol, enquanto os donos da casa buscavam equilibrar o jogo e explorar as brechas na defesa adversária. O empate se manteve até o apito final, apesar das chances de ambos os times.

Com o resultado, o Fluminense terá sua próxima partida no dia 11 de junho, em um clássico contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos. Já o Juventude terá um jogo nesta quarta-feira, contra o Atlético-GO, em confronto adiado da quinta rodada, no estádio Alfredo Jaconi.

Apesar do empate, o confronto no Maracanã foi marcado por momentos de emoção e chances de ambos os lados, refletindo a competitividade do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 X 1 JUVENTUDE

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 1 de junho de 2024 (Sábado)
Horário: 18h30(de Brasília)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Assistentes: Fabrini Bevilaqua Costa (Fifa-SP) e Schumacher Marques Gomes (PB)
VAR: Wagner Reway (Fifa-ES)

Cartões amarelos: Ganso e Martinelli (Fluminense); Zé Marcos e Jadson (Juventude)

Cartão vermelho: Popó (Juventude)

GOLS: Marcelo (Fluminense), aos 40min do primeiro tempo e Jadson (Juventude), aos 21min do segundo tempo

FLUMINENSE: Fábio, Marquinhos, Felipe Melo (Thiago Santos), Marlon e Marcelo (Diogo Barbosa); Martinelli, Alexsander (Renato Augusto) e Paulo Henrique Ganso; Arias, Keno (John Kennedy) e Germán Cano
Técnico: Fernando Diniz

JUVENTUDE: Gabriel Vasconcellos, João Lucas, Zé Marcos, Danilo Boza e Alan Ruschel; Thiaguinho (Luís Oyama), Jadson e Nenê (Gilberto); Marcelinho (Rildo), Lucas Barbosa (Popó) e Erick Farias (Mandaca). Técnico: Roger Machado

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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