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Flamengo vence o Fluminense e fica a um passo da final do Cariocão

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Em um jogo emocionante no Maracanã, o Flamengo saiu vitorioso no clássico contra o Fluminense com um placar de 2 a 0. O Rubro-Negro começou dominando a partida desde o início, com lances perigosos de Pedro e Everton Cebolinha, que foi fundamental no resultado final.

Logo aos dois minutos, Pedro teve uma oportunidade de marcar, finalizando pela linha de fundo. Everton Cebolinha também assustou o gol tricolor com um chute defendido por Fábio. O Flamengo seguiu pressionando e quase marcou aos 16 minutos, com De la Cruz mandando a bola perto do gol, enquanto o Fluminense encontrava dificuldades para criar boas jogadas.

Aos 27 minutos, Pedro tentou um belo gol de bicicleta, mas acertou a trave. O primeiro gol do jogo saiu aos 46 minutos, com Everton Cebolinha aproveitando um cruzamento e cabeceando para as redes, levando os rubro-negros para o intervalo na liderança do placar.

No segundo tempo, o Flamengo manteve o controle da partida, com Everton Cebolinha e De la Cruz levando perigo ao gol adversário. A situação se complicou para o Fluminense aos 15 minutos, quando Thiago Santos foi expulso após falta em Everton Cebolinha, deixando o time com um jogador a menos.

Com a vantagem numérica, o Flamengo ampliou a pressão e quase marcou o segundo gol aos 33 minutos, com Arrascaeta finalizando perto do gol. Nos minutos finais, Pedro aproveitou outro cruzamento e cabeceou para o segundo gol do Flamengo, definindo o placar em 2 a 0 e garantindo a vitória no clássico.

Com uma atuação consistente e eficiente, o Flamengo conquistou uma importante vitória no confronto contra o Fluminense, mantendo-se firme na disputa pelo título do Campeonato Carioca.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 0 X 2 FLAMENGO

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 9 de março de 2024 (sábado)
Horário: 21h00 (de Brasília)
Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Lilian da Silva Fernandes Bruno
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda

Cartões amarelos: Guga, Bruno Henrique e Martinelli (Fluminense); De la Cruz (Flamengo)

Cartão vermelho: Thiago Santos (Fluminense)

GOLS

FLAMENGO: Everton Cebolinha, aos 46min do primeiro tempo; Pedro, aos 45min do segundo tempo

FLUMINENSE: Fábio, Guga, Thiago Santos, Felipe Melo (Antonio Carlos) e Diogo Barbosa (Marcelo); Martinelli, Renato Augusto (Manoel) e Ganso (Lima); Arias, Cano e Keno (Lelê). Técnico: Fernando Diniz

FLAMENGO: Rossi, Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Viña); Erick Pulgar (Igor Jesus), De la Cruz e Arrascaeta; Luiz Araújo (Bruno Henrique), Everton Cebolinha (Victor Hugo) e Pedro Técnico: Tite





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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