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Flamengo vence o Botafogo e assume a vice-liderança do Carioca

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O Fluminense venceu o Sampaio Corrêa por 1 a 0, nesta quinta-feira (08.02), pela sétima rodada do Campeonato Carioca.

No Maracanã pela primeira vez no ano, a equipe comandada por Fernando Diniz contou com o apoio da torcida, que cantou do início ao fim, controlou as ações do jogo e saiu vitorioso com gol marcado por Germán Cano na segunda etapa.

Com o resultado, a equipe chegou aos 17 pontos e segue como líder isolada da competição. O Tricolor volta a campo no dia 14/02 (quarta-feira) para o clássico diante do Vasco, às 21h30, no Maracanã, pela oitava rodada do Campeonato Carioca.

PRIMEIRO TEMPO

O Fluminense iniciou a partida trocando muitos passes em busca de espaço para atacar e criou a primeira chance de perigo aos 9 minutos, com Keno. O atacante recebeu na entrada da área, cortou para o meio e bateu para boa defesa do goleiro. Aos 22, Arias deixou a bola com Germán Cano na intermediária, o argentino mandou uma bomba e a bola saiu próxima ao travessão. Aos 24, em cobrança de escanteio de Arias, Martinelli cabeceou por cima.

Aos 30 minutos, Keno, pela esquerda, conseguiu lançamento perigoso para a pequena área e Cano quase alcançou. Aos 34, Jhon Arias ganhou disputa de bola no meio de campo, driblou o marcador que tentou acompanhá-lo, avançou até a linha de fundo e rolou para Cano no meio, que finalizou para grande defesa do goleiro. Aos 38, a dupla voltou a aparecer. Arias cruzou pela direita e Cano, de cabeça, parou no goleiro mais uma vez. A última boa chance da primeira etapa veio com Martinelli, que tabelou com Ganso e tentou o chute colocado, mas o goleiro ficou com a bola.

SEGUNDO TEMPO

Aos 8 minutos, o Fluminense fez a bola rodar até Renato Augusto encontrar espaço para finalizar da entrada da área e mandar por cima. Aos 10, foi a vez de Cano arriscar de longe, mas o chute não levou grande perigo. Aos 17, Guga cruzou na área e a bola ficou com Arias, que teve o chute desviado. Aos 25, André bateu de longe e mandou pela linha de fundo.

Aos 26 minutos, Arias recebeu de Douglas Costa, que fez sua estreia com a camisa tricolor, e rolou para Renato Augusto bater tirando tinta da trave. Dois minutos depois, Keno bateu cruzado e o goleiro espalmou. O gol da vitória saiu aos 29, com Cano. Antes de a bola chegar ao artilheiro, Renato Augusto cruzou e Lelê desviou de cabeça. Na sobra, o argentino limpou a jogada e estufou a rede com um chute forte de esquerda. Aos 36, em nova oportunidade com Cano, a bola saiu à direita do gol.

FICHA TÉCNICA

Campeonato Carioca – 7ª rodada

08/02/2024, 21h30 – Maracanã

Fluminense (1)
Fábio; Guga (Antônio Carlos), Felipe Melo (Lelê), Thiago Santos (Renato Augusto) e Marcelo (Diogo Barbosa); André, Martinelli e Paulo Henrique Ganso; Jhon Arias, Keno (Douglas Costa) e Germán Cano. Técnico: Fernando Diniz

Sampaio Corrêa – RJ (0)
Leandro Matheus; Lucas Carvalho (Roberto), Índio, Elenilson e Guilherme; Rodrigo Dantas, Marcelo e Gabriel Agú (Eduardo Rosado); Max (Davi), Rafael Pernão e Elias (Tonoli). Técnico: Alfredo Sampaio

Gols: Germán Cano (29´ 2T) (FLU)
Cartões amarelos: 
Renato Augusto (FLU)
Arbitragem: 
Rejane Caetano da Silva, auxiliado por Lilian da Silva Fernandes Bruno e Thayse Marques Fonseca





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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