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Esporte
O Fluminense venceu o Sampaio Corrêa-MA por 2 a 0 nesta quarta-feira (01/05), pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.
No Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES),
o Tricolor controlou a posse de bola, criou as melhores oportunidades e chegou aos gols com Lima e Arias.
Com o resultado, a equipe leva vantagem para o jogo de volta, que será realizado no dia 22/05 (quarta-feira), às 19h, no Maracanã.
A equipe comandada por Fernando Diniz volta a campo no sábado (04/05), quando enfrenta o Atlético-MG no mesmo estádio. O confronto ocorre às 16h, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.
PRIMEIRO TEMPO
O Fluminense iniciou a partida com total controle da posse de bola e ocupando o campo de ataque. Com Arias e Marquinhos, o Tricolor chegou com perigo em duas oportunidades ao longo dos primeiros cinco minutos, mas em ambos os lances o impedimento foi assinalado.
Aos 10, o colombiano voltou a aparecer ao limpar a defesa adversária e parar no goleiro. Aos 15, foi a vez de Terans girar, bater e finalizar para mais uma defesa.
A pressão se manteve, e Douglas Costa, do meio da rua, mandou uma bomba exigindo grande defesa do goleiro aos 28 minutos. Aos 32, Lima também arriscou de fora da área e mandou no cantinho, abrindo o placar para o Fluminense.
Aos 39, Martinelli tentou finalização parecida e o goleiro salvou o adversário. Na sequência, Renato Augusto recebeu na linha de fundo e achou Lima no meio da área, que tentou o chute, mas a defesa conseguiu o corte. Nos acréscimos, Marquinhos, de longe, mandou por cima.

SEGUNDO TEMPO
Aos 9 minutos da segunda etapa, Lima descolou belo lançamento para Renato Augusto, que dominou na área e foi interceptado antes de finalizar. O Tricolor seguiu com boas movimentações e, aos 20, Arias avançou pela esquerda, foi para o meio e tentou o chute colocado, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Aos 31 minutos, Terans cobrou falta central e levou perigo mandando a bola à esquerda do gol. Quatro minutos depois, o meia conseguiu novo chute colocado e o goleiro mandou para escanteio. Na cobrança do uruguaio, Kauã Elias desviou e Arias, de cara para o gol, foi derrubado e o penalti, marcado.
O próprio Arias converteu e ampliou. Aos 42, o colombiano ainda criou mais uma oportunidade ao invadir a área pela direita e tocar para Kauã Elias, centralizado, finalizar para grande defesa do adversário.

FICHA TÉCNICA
Copa do Brasil – Terceira fase
01/05/2024, 16h – Estádio Kleber Andrade
Sampaio Corrêa: Felipe; Franklin, Fábio Aguiar e Cortez; Rafael Luiz (Hiago Cena) (Adauto Jr) , Ferreira, Gazão (Evandro) e Thallyson; Pimentinha, Brunão (Cebolinha) e João Felipe (Thiaguinho). Técnico: Thiago Gomes
Fluminense: Fábio; Marquinhos (Guga), Felipe Andrade, Antônio Carlos e Diogo Barbosa; Martinelli, Lima (Alexsander) e David Terans; Jhon Arias (Jan Lucumí), Douglas Costa (Isaac) e Renato Augusto (Kauã Elias). Técnico: Fernando Diniz
Gols: Lima (32´1T) e Arias (40´2T) (FLU)
Cartões amarelos: Hiago Cena, Fábio Aguiar e Felipe (SCO); Martinelli (FLU)
Arbitragem: Felipe Fernandes de Lima, auxiliado por Leonardo Henrique Pereira e Augusto Magno de Ramos
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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