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Flamengo anuncia a contratação de Alex Sandro

Lateral-esquerdo de 33 anos assina contrato até dezembro de 2026 com o Rubro-Negro

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Esporte

Foto: Reprodução/Instagram

O Flamengo anunciou nesta segunda-feira a contratação do Alex Sandro. O lateral-esquerdo assinou com o clube até dezembro de 2026.

Alex Sandro estava livre no mercado depois de se despedir da Juventus em maio. O jogador, que passou nove anos no clube italiano, estava no grupo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022, sob o comando de Tite, atual técnico do Flamengo.

Paulista de Catanduva, o lateral de 33 anos foi revelado pelo Athletico-PR e ganhou projeção nacional no Santos, pelo qual foi campeão da Copa do Brasil e da Libertadores. Na Europa, teve ótima passagem pelo Porto antes de seguir para a Juventus.

Alex Sandro assinou seu contrato com o Flamengo nesta segunda-feira, depois de reunião com o vice de futebol Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel, em Lisboa. Ele é o segundo reforço rubro-negro nesta janela, depois do atacante Michael.

O Flamengo também tem negociações avançadas com o meia argentino Alcaraz e o atacante equatoriano Plata. A janela fecha na próxima segunda-feira.

Na mira do técnico da Seleção

Enquanto ainda treinava o São Paulo, no ano passado, Dorival Júnior pediu à diretoria tricolor que tentasse Alex Sandro, de 33 anos, mas não obteve sucesso. O lateral acredita que uma sequência de jogos em alto nível no Flamengo seria uma ponte para voltar à Seleção.

O estilo que se espera de Alex Sandro no Flamengo é do lateral-esquerdo da Seleção, de estilo construtor, iniciando o jogo por dentro. Na última temporada na Juventus, ele atuou mais como terceiro zagueiro. Foram 18 partidas, nove delas como titular, e um gol. A boa capacidade de marcação permite maior proteção aos meias.

Titular em 80% dos jogos com Tite na Seleção

Alex Sandro começou a ser convocado por Tite em 2017, quando tinha 26 anos e já defendia a Juventus – ele é o brasileiro que mais vezes vestiu a camisa do clube italiano, com 327 partidas.

De 2017 até 2022, Alex disputou 34 partidas pelo Brasil e foi titular em 27 deles (80% do total). Na última Copa do Mundo, começou jogando em dois dos três jogos disputados. Marcou dois gols com a Amarelinha.

Último jogo em maio

Alex Sandro não joga desde 25 de maio, pela última rodada do Campeonato Italiano. O brasileiro se despediu da Juventus com um gol de cabeça na vitória por 2 a 0 sobre o Monza.

Fonte: ge.globo – https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2024/08/26/flamengo-anuncia-a-contratacao-do-lateral-esquerdo-alex-sandro.ghtml

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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