A PARTIR DE SEXTA

Etapas regionais dos Jogos Abertos Mato-grossenses acontecem em Alta Floresta e Querência

Até domingo (29), as seleções dos municípios participantes disputam as vagas para a etapa estadual, que será realizada em outubro

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Esporte

Foto: Secel-MT

As últimas duas etapas regionais dos Jogos Abertos Mato-grossenses 2024 ocorrem simultaneamente nos municípios de Alta Floresta e Querência, de sexta-feira (27.09) a domingo (29.09). A competição, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), reúne atletas da categoria adulta em disputas nas modalidades de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.

Em Alta Floresta, a solenidade de abertura da etapa regional Centro Norte/Norte será realizada nesta sexta (27.09), às 19h30, no ginásio de esportes Geraldo Ramos “Pezão”.

No mesmo horário, o ginásio municipal Carlos Bezerra sedia a abertura oficial da etapa regional Leste/Nordeste, em Querência (a 765 km da capital).

Até domingo (29), as seleções dos municípios participantes disputam as vagas para a etapa estadual, que será realizada em outubro e definirá as campeãs mato-grossenses em cada modalidade e gênero (masculino e feminino). 

Etapa regional Centro Norte/Norte

Ao todo, 59 seleções competem na fase regional Centro Norte/Norte, representando os municípios de Alta Floresta, Carlinda, Colíder, Matupá, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Sinop, Lucas do Rio Verde, Ipiranga do Norte e Nova Mutum.
 
Os jogos serão realizados em diferentes espaços esportivos de Alta Floresta. No ginásio Pezão e na quadra da Escola Estadual Jaime Verissimo de Campos, acontecem as partidas de futsal, no ginásio Chico da Brahma, as de basquetebol, no ginásio da Casa Pinardi, os duelos de handebol. O voleibol será disputado no ginásio Amoribi e na quadra da Escola Estadual Cecília Meireles.

Etapa regional Leste/Nordeste

A fase regional Leste/Nordeste dos Jogos Abertos contará com 30 seleções representando os municípios de Água Boa, Barra do Garças, Canarana, Novo São Joaquim, Gaúcha do Norte, Porto Alegre do Norte, Querência e Nova Xavantina.

Em Querência, o ginásio municipal Nilo Perim recebe as partidas de basquetebol e o voleibol; e o ginásio municipal Carlos Bezerra, os jogos de futsal e handebol.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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