Paralimpíadas de Paris

Duplas brasileiras conquistam bronze no tênis de mesa paralímpico

Claudio Massad e Luiz Manara conquistaram bronze classe 18, enquanto Bruna Alexandre e Danielle Rauen pegaram o terceiro lugar na classe 20

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Esporte

Foto: Michael Reaves/Getty Images

O Brasil garantiu mais duas medalhas de bronze nas duplas de tênis de mesa nas Paralimpíadas de Paris. Bruna Alexandre e Danielle Rauen ficaram com terceiro lugar na classe 20 (para atletas andantes), assim como Claudio Massad e Luiz Manara na classe 18 (também para andantes), neste sábado (31/8).

As brasileiras foram derrotadas na semifinal pelas australianas Lei Li Na e Yang Qian por 3 sets a 0, com parciais de 11/8, 11/9 e 12/10 em 24 minutos.

As adversárias, que são as atuais vice-campeãs paralímpicas, confirmaram o favoritismo. Como não há disputa pelo terceiro lugar no esporte, as brasileiras ficaram com o bronze.

Bruna fez história recentemente, tornando-se a primeira brasileira a competir tanto nas Olimpíadas quanto nas Paralimpíadas. Ela agora acumula cinco medalhas paralímpicas: uma de prata e quatro de bronze.

Bruna, de 29 anos, teve o braço direito amputado aos seis meses de vida devido a uma trombose causada por uma injeção mal aplicada. Ela começou a praticar tênis de mesa aos 12 anos, influenciada pelo irmão.

As duas brasileiras retornarão às competições nas chaves de simples das Paralimpíadas de Paris. Bruna, atual vice-campeã paralímpica da classe 10, busca mais uma medalha, enquanto Dani tenta pela primeira vez alcançar o pódio na classe 9.

Claudio Massad e Luiz Manara também disputaram a semifinal neste sábado. Já com a medalha garantida, a dupla conquistou o bronze na classe MD18, após perder para os chineses Liu Chaodong e Zhao Yiqing por 3 sets a 1, com parciais de 11/5, 11/4, 9/11 e 11/8.

Até o momento, o brasil totaliza 15 medalha nas Paralimpíadas de Paris, cinco delas são de ouro.

Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/esportes/brasileiras-ficam-bronze-paralimpico

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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