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De virada, Brasil garante vaga na final da Copa do Mundo de Beach Soccer

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O Brasil está na final da Copa do Mundo de Beach Soccer. Com gol de Brendo aos 41 segundos do final da partida, a Seleção Brasileira venceu, de virada, o Irã por 3 a 2, neste sábado (24), na semifinal do Mundial dos Emirados Árabes Unidos. Alisson fez os outros dois gols da vitória da Amarelinha.

Na final, o Brasil vai enfrentar a Itália neste domingo (25), às 12h30 (horário de Brasília). A decisão terá transmissão do Sportv, Cazé TV e Fifa+. Em outra semifinal emocionante, a Itália venceu, nos pênaltis, Belarus por 5 a 4. No tempo normal, os times empataram por 3 a 3.

A Seleção Brasileira é a maior vencedora do Mundial. A Amarelinha já foi campeã em 2006, 2007, 2008 e 2009 e 2017

“O Brendo é um filho que o Beach Soccer me deu. Hoje ele decidiu a semifinal. Ele entrou no último tempo, mérito do Marco pela confiança nesse grupo. Você torcedor brasileiro pode confiar porque aqui tem 12 guerreiros. Brasil tá na final. Vamos buscar o hexa”, disse Bruno Xavier, abraçado ao amigo na areia do Dubai Design District Stadium, logo após o encerramento da partida.

SUSTO NO INÍCIO

O Irã abriu o placar nos primeiros minutos de jogo. Mirshekari fez o primeiro do Irã. O Brasil tentou reagir. Edson Hulk e Bruno Xavier quase marcam, mas a defesa adversária impedia. O Irã ampliou a vantagem no início do segundo período. Na saída de bola ensaiada, Masoumi dominou no peito, mandou a bola de bicicleta e fez dois a zero.

REAÇÃO

A virada da Seleção começou com o gol de pênalti de Allison. Ele foi derrubado e cobrou com eficiência. O Brasil continuou agressivo. No minuto final, Catarino dominou no peito, arriscou de bicicleta, mas a bola passou raspando. O Brasil seguiu para os próximos 12 minutos decisivos em busca do empate.

ALISSON EMPATA E BRENDO VIRA

O terceiro período foi dramático. Alisson marcou um golaço de bicicleta. O Brasil continuou a pressionar com Rodrigo num chute cruzado e Filipe de bicicleta. O jogo ficou dramático. Faltando 40 segundos para o fim da partida, Brendo, que entrou no último período, fez o gol que colocou o Brasil na final. Brendo recebeu de Bruno Xavier, dominou no peito e de voleio virou o jogo para o Brasil.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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