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Cuiabá goleia e passa para próxima fase da Copa do Brasil

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Mesmo debaixo de muita chuva e sob um gramado pra lá de enxarcado, o Cuiabá conseguiu se impor e goleou o Real Noroeste por 4 a 0 no Estádio José Olímpio da Rocha, em Águia Branca-ES, e garantiu classificação para a segunda fase da Copa do Brasil.

Isidro Pitta, Marllon e Derik Lacerda (2x) marcaram os gols da vitória e da classificação do Cuiabá. Lausen descontou para o time da casa.

O jogo

A partida aconteceu na tarde desta quinta, mas era pra ter sido realizada na noite anterior – foi adiada pela arbitragem por conta das fortes chuvas e das péssimas condições do gramado. O cenário, porém, não estava diferente: muita chuva, campo alagado, tornando o futebol impraticável. Apesar disso, o jogo aconteceu.

E mesmo com todos os desafios, o Cuiabá foi dominante. Abriu o placar logo no primeiro minuto, com Isidro Pitta. Aos 11 minutos, Marllon, de cabeça, ampliou.

O Cuiabá seguiu superior ao adversário e chegou ao terceiro gol com Derik Lacerda, aos 24 minutos. Ainda no primeiro tempo, Isidro Pitta chegou a marcar o quarto gol, mas a arbitragem anulou por impedimento na origem da jogada.

O Real Noroeste voltou para a segunda etapa com uma postura mais ofensiva e passou a incomodar a defesa do Dourado, obrigando Walter a fazer boas intervenções. Mas, superior na partida, o Cuiabá logo tratou de controlar o ímpeto do time da casa: Derik Lacerda, aos 18 minutos, marcou o quarto gol – segundo dele no jogo.

Aos 42 minutos do segundo tempo, o Real descontou. Lausen acertou um bonito chute da entrada da área e marcou o único gol do time da casa, mas que não alterou muito o desfecho do duelo: vitória do Dourado e classificação para a segunda fase garantida para o representante de Mato Grosso na elite do futebol nacional!

Na segunda fase, o Cuiabá vai enfrentar a Portuguesa-RJ, novamente em confronto único, a ser disputado no Estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro. A data da partida ainda será confirmada pela CBF.

O Cuiabá que venceu o Real Noroeste e se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil esteve em campo com Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Bruno Alves e Ramon (Alan Empereur); Lucas Mineiro, Guilherme Madruga (Allyson) e Fernando Sobral (Max); Derik Lacerda (Jonathan Cafú), Isidro Pitta (Luciano Giménez) e Deyverson. O Dourado é comandado de forma interina pelo auxiliar-técnico Luiz Fernando Iubel.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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