Esporte
Cuiabá empata com Deportivo Garcilaso pela Copa Sul-Americana
Esporte
Em uma noite pouco inspirada na Arena Pantanal, o Cuiabá assegurou sua classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana após um empate em 1 a 1 com o Deportivo Garcilaso. O confronto, válido pela quinta rodada do torneio, foi marcado por um jogo com varias oportunidades perdidas de gol para ambos os lados.
Os visitantes abriram o placar aos 39 minutos do primeiro tempo, com um gol de Pablo Agustín, que, com um chute de canhota dentro da pequena área, encontrou o canto direito do gol. Apesar do revés inicial, o Cuiabá não se deixou abater e buscou o empate durante toda a partida.
A persistência do time mato-grossense foi recompensada aos 27 minutos da segunda etapa, quando Fernando Sobral, de fora da área, acertou um belo chute de perna direita, igualando o marcador. O gol de empate veio após uma série de oportunidades perdidas pelo Cuiabá, que lutou até conseguir alterar o placar.
Com este resultado, o Cuiabá garante o segundo lugar do grupo G, atrás apenas do Lanús, e se classifica com uma rodada de antecedência para os playoffs da Copa Sul-Americana. Na próxima fase, o Dourado enfrentará um time que for eliminado da Copa Libertadores, em busca de uma vaga nas oitavas de final do torneio. O adversário ainda será definido.
O próximo compromisso do Cuiabá pela Sul-Americana será contra o Lanús, no dia 29 de maio, em uma partida que servirá apenas para cumprir tabela, visto que a equipe já está classificada e não pode mais alterar sua posição no grupo.
Além da competição internacional, o Cuiabá também tem desafios pelo Campeonato Brasileiro. O time enfrentará o Fortaleza pela nona rodada no dia 2 de junho. Vale lembrar que as rodadas sete e oito do Brasileirão foram adiadas devido às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
A classificação do Cuiabá para os playoffs da Copa Sul-Americana representa um marco importante para o clube, que continua fazendo história em competições internacionais e busca avançar ainda mais na disputa pelo cobiçado troféu sul-americano.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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