Esporte

Coritiba vence Atlético-MG e acaba com seca no Brasileirão

Publicado em

Esporte


Após quatro jogos sem vitória, o Coritiba Foot Ball Club reencontrou o caminho dos três pontos no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, no Estádio Couto Pereira lotado, o time alviverde superou o Atlético-MG por 2 a 0, em uma partida marcada por gols rápidos e tensão no final.

O resultado coloca o Coritiba na 7ª posição, com 19 pontos acumulados. O Atlético Mineiro, que sofre sua segunda reversão seguida, soma apenas 14 pontos e figura no 11º lugar da tabela.

O jogo

Os donos da casa não demoraram para impor seu ritmo. Aos 7 minutos do primeiro tempo, Breno Lopes inaugurou o marcador com um belo gesto técnico: em cobrança de escanteio, o centroavante desviou de calcanhar na pequena área, surpreendendo a defesa visitante.

O segundo tento veio na etapa complementar, aos 13 minutos. Lyanco, zagueiro do Coxa, aproveitou uma bola recuada na saída de jogo, arriscou de longe e viu Pedro Rocha, do Galo, desviar contra o próprio patrimônio, selando a goleada.

O clima esquentou nos minutos finais: aos 44 do segundo tempo, Renato Marques (Coritiba) e Renan Lodi (Atlético-MG) se desentenderam e acabaram expulsos por agressão mútua.

Próximos jogos

O Coritiba agora foca na Copa do Brasil: na quarta-feira (23), às 19h30 (de Brasília), visita o Santos na Vila Belmiro pela 5ª fase.

O Atlético-MG recebe o Ceará na quinta-feira (24), às 19h (de Brasília), na Arena MRV, também pela mesma etapa da competição nacional.

FICHA TÉCNICA
Coritiba 2 x 0 Atlético-MG
Competição Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data 19 de abril de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões Vermelhos Renato Marques (Coritiba); Renan Lodi (Atlético-MG)
Gols Breno Lopes (7′ 1ºT – Coritiba); Pedro Rocha (13′ 2ºT – Coritiba)

Fonte: Esportes



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA