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Corinthians reage no fim e arranca empate contra o Santa Fe pela Libertadores

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O Corinthians saiu de Bogotá com um ponto importante na bagagem após empatar por 1 a 1 com o Santa Fe, na noite desta quarta-feira, em partida disputada no Estádio Nemesio Camacho El Campín, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores. O time colombiano abriu o placar com Rodallega, enquanto Gustavo Henrique, já nos acréscimos, garantiu a igualdade para os brasileiros.

Com o resultado, o Timão chega a dez pontos e segue firme na liderança do Grupo E. Já a equipe colombiana, com dois pontos, permanece na terceira colocação. A classificação corintiana para as oitavas pode ser confirmada ainda nesta rodada, caso o Peñarol não vença o Platense.

Primeiro tempo equilibrado e chances dos dois lados

A partida começou movimentada. Logo nos primeiros minutos, Bustos finalizou para defesa segura de Hugo Souza. O Corinthians respondeu com um ataque pela direita, mas o cruzamento de Lingard foi interceptado pela defesa adversária.

Aos 14 minutos, o Timão quase marcou após cobrança de falta de Garro que encontrou Raniele na segunda trave, obrigando Mosquera a fazer boa intervenção. O Santa Fe devolveu o susto aos 30, em chute forte de Rodallega que passou por cima do gol.

O jogo seguiu intenso. Matheuzinho cruzou na área para André, que bateu de primeira, mas parou na marcação. O goleiro Hugo Souza voltou a aparecer bem em chute de Perlaza, garantindo o 0 a 0 até o intervalo.

Pressão colombiana e reação corintiana no apagar das luzes

O Corinthians teve a primeira grande oportunidade do segundo tempo aos seis minutos, quando Yuri Alberto cruzou para Matheuzinho, que não conseguiu completar para o gol. A partir daí, o Santa Fe tomou o controle das ações e passou a pressionar.

Hugo Souza fez defesas decisivas em finalizações de Rodallega, Toscano e Olivera, mas a insistência colombiana teve resultado aos 14 minutos. Obrian encontrou Rodallega livre, e o atacante tocou na saída do goleiro para abrir o placar. Após revisão do VAR, o gol foi confirmado.

O Santa Fe seguiu melhor e teve novas chances com Bustos. O Corinthians, por sua vez, quase marcou aos 38, quando Dieguinho acertou a trave após passe de Bidu. No fim do tempo regulamentar, Mosquera precisou trabalhar para evitar o empate em chute do jovem atacante corintiano.

A recompensa pela insistência veio apenas nos acréscimos. Aos 48 minutos, Matheuzinho levantou a bola na área, e Gustavo Henrique subiu mais alto que a defesa para cabecear firme e deixar tudo igual em Bogotá.

Próximos compromissos

Santa Fe

  • América de Cali x Santa Fe
  • Campeonato Colombiano – Quartas de final (ida)
  • 9 de maio de 2026 (sábado), 22h20 (Brasília)
  • Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali (COL)

Corinthians

  • Corinthians x São Paulo
  • Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
  • 10 de maio de 2026 (domingo), 18h30 (Brasília)
  • Neo Química Arena, São Paulo (SP)
FICHA TÉCNICA
SANTA FE 1 x 1 CORINTHIANS
Competição Copa Libertadores (4ª rodada)
Local Estádio Nemesio Camacho El Campín, Bogotá (COL)
Data 6 de maio de 2026
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões amarelos Turro Olivera, Perlaza, Zapata (Santa Fe)
Cartão vermelho Nenhum
Arbitragem Árbitro: Kevin Ortega (PER); Assistentes: Michael Orue (PER), Jesus Sanchez (PER); VAR: Carlos Orbe (EQU)
Gols Rodallega 14′ 2ºT (Santa Fe); Gustavo Henrique 2ºT (Corinthians)
 Santa Fe Mosquera; Helibelton Palacios (Luis Palacios), Turro Olivera (Scarpeta), Moreno, Mafla; Torres Rojas, Toscano (Zapata), Fernandez (Torres); Perlaza (Obrian), Rodallega, Nahuel Bustos. Técnico: Pablo Repetto
 Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique, Matheus Bidu; Raniele (Carrillo), André (Dieguinho), Breno Bidon (Kaio César), Rodrigo Garro; Lingard, Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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