Esporte
Corinthians garante vitória fora de casa contra o Nacional pela Sul-Americana
Esporte
Na noite desta terça-feira (7), o Corinthians viajou até Assunção, capital paraguaia, para enfrentar o Nacional, pela quinta rodada da fase de grupos da Sul-Americana 2024. Com gols somente no segundo tempo, o Timão venceu os donos da casa por 2 a 0, com Yuri Alberto e Matheuzinho.
Com a vitória, o Alvinegro subiu para a segunda colocação do Grupo F da competição, com sete pontos marcados. O Time do Povo volta a jogar pelo torneio sul-americano no próximo dia 14, quando recebe o Argentinos Juniors, em casa. Mas antes, tem um compromisso pelo Brasileirão, no próximo sábado (11), enfrentando o Flamengo no Maracanã.
Escalação
António Oliveira, que ainda não foi inscrito na competição, contou com escalação do auxiliar Bruno Lazaroni, que definiu o Timão com: Carlos Miguel; Fagner, Félix Torres, Cacá e Hugo; Paulinho, Breno Bidon e Biro; Gustavo Silva, Wesley e Romero. Entraram no decorrer do jogo: Yuri Alverto, Matheuzinho, Gustavo Henrique e Giovane. Ainda ficaram à disposição no banco de reservas: Cássio, Matheus Donelli, Caetano, Pedro Raul, Matheus Bidu, Léo Mana, Ryan e Igor Coronado.
Primeiro tempo
O Timão iniciou a partida tentando a pressão em cima do Nacional. Aos cinco minutos, Paulinho chutou de fora da área, a bola desviou e deu o primeiro escanteio do jogo para o Alvinegro.
Aos oito minutos, o Timão tomou um susto: Meza chutou e a bola passou pertinho do gol de Carlos Miguel, entretanto, a arbitragem já tinha assinalado o impedimento do ataque do Nacional.
O Nacional passou a dividir a posse de bola e criar dificuldades para o Corinthians alcançar o campo de ataque.
Aos 21 minutos, a equipe paraguaia chegou em um contra-ataque muito rápido. Diego Duarte recebeu e chutou na trave. No rebote, novo chute, mas desta vez, a bola ficou nas mãos de Carlos Miguel.
Blasi derrubou Wesley na entrada da área, aos 33 minutos, e a arbitragem assinalou a falta. Romero cobrou e a bola desviou para escanteio.
O árbitro deu um minuto de acréscimo e finalizou a primeira etapa na sequência.
Segundo tempo
O Corinthians voltou para a segunda etapa com a mesma formação.
Aos três minutos, Romero cobrou uma falta na intermediária e o goleiro Antony Silva espalmou.
Aos 10 minutos, o Nacional chegou com perigo, Diego Duarte chutou cruzado de perna direita e Carlos Miguel salvou o Timão.
Aos 12 minutos, o Corinthians mexeu duas vezes: saíram Gustavo Silva e Biro para a entrada de Yuri Alberto e Matheuzinho.
Na sequência, Diego Duarte mais uma vez testou Carlos Miguel, que mandou a bola para escanteio. Aos 18 minutos, novamente Diego Duarte saiu na cara do gol e Carlos Miguel, mais uma vez, levou a melhor.
Quase do Timão! Aos 22 minutos, Matheuzinho cobrou uma falta e Romero cabeceou, mas Antony Silva salvou.
Mais uma vez, o goleiro do Nacional impediu o primeiro gol alvinegro quando, aos 26 minutos, Fagner achou Romero na área, que arrematou no gol.
Gol do Corinthians! Aos 29 minutos, Romero cruzou para Yuri Alberto que, de cabeça, deixou o dele: 1 a 0. Após o gol, o Timão passou a pressionar mais o Nacional, em busca do segundo.
Carlos Miguel evitou o empate! Aos 37 minutos, após cobrança de escanteio, Juan Alfaro cabeceou e o paredão do Coringão afastou mais uma. Na sequência, o Timão fez sua terceira alteração: saiu Wesley e entrou Gustavo Henrique.
Mais uma de Carlos Miguel: aos 44 minutos, Alan Gómez chuta forte e o arqueiro do Timão salvou!
Aos 45 minutos, Romero chegou a fazer o segundo do Timão, mas após a revisão do VAR, o gol foi anulado, ao detectar o braço do atacante alvinegro empurrou a bola.
O árbitro deu cinco minutos de acréscimo. Aos 49, após agredir o Hugo, Tiago Caballero, do Nacional foi expulso.
Gol do Corinthians! Aos 51 minutos, Matheuzinho invadiu a área e chutou cruzado, ampliando o placar. Após marcar, o lateral torceu o tornozelo e sequer conseguiu comemorar seu primeiro gol pelo Timão. O camisa 2 saiu de campo de maca e deu lugar para Giovane.
Fim de jogo no Estádio Defensores Del Chaco.
Próximo jogo
O Timão volta à campo no próximo sábado, quando irá até o Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo, no Maracanã, em confronto válido pela sexta rodada do Brasileirão 2024.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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