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Conmebol denuncia Felipe Melo e três uruguaios por confusão na Libertadores

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Entidade cita também Palmeiras e Peñarol e espera a apresentação de defesas para definir punições

Da Redação

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou nesta sexta-feira que abriu procedimento disciplinar contra jogadores e os clubes envolvidos na confusão na última quarta-feira ao fim da partida entre Peñarol e Palmeiras, em Montevidéu, pela Copa Libertadores. Os atletas denunciados serão os uruguaios Matias Mier, Lucas Hernández e Nahitán Nández, mais o brasileiro Felipe Melo.

A unidade disciplinar da entidade analisou a súmula e imagens do jogo, disputado no estádio Campeón del Siglo, para iniciar o procedimento. As possíveis punições serão aplicadas de acordo com o código disciplinar da entidade e após a análise do Tribunal, que agora aguarda a apresentação das defesas dos envolvidos. O Palmeiras enviou na manhã desta quarta à sede da Conmebol, em Assunção, no Paraguai, advogados para cuidar dessa tarefa.

Pelo regulamento da entidade, a pena para casos de agressão cometidas por jogadores é de no mínimo três partidas. Já para os clubes envolvidos em confusões desse tipo, as punições variam de multa no valor de até R$ 1,2 milhão, perda de pontos ou ter que receber partidas com os portões fechados. Toda a tramitação do caso deve demorar no máximo 30 dias.  

O Palmeiras argumenta que a confusão foi premeditada pelos uruguaios, por terem fechado o portão de acesso ao vestiário e, assim, facilitado a briga entre os times. Durante o confronto, Felipe Melo deu um soco em Mier e outros dois uruguaios, Nández e Hernández, agrediram palmeirenses. Esses quatro nomes serão alvos da apuração da Conmebol.

Na tarde desta sexta-feira, em Montevidéu, cinco atletas do Peñarol participaram de uma audiência. Segundo informações do jornal Ovación, Mier, Nández, Arias, Quintana e Hernández foram citados pela Justiça do país por participação na briga e foram prestar depoimentos. O diretor esportivo do clube, Gonzalo de Los Santos, acompanhou o grupo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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