CUIABÁ

Casal vence prova da corrida Bom Jesus de Cuiabá

O evento faz parte da programação do aniversário dos 304 anos da capital.

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Esporte

Foto: Luiz Alves
A mais antiga corrida de rua da Capital, a 34ª edição da Bom Jesus de Cuiabá, idealizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, ocorreu na manhã deste domingo (9) e reuniu milhares de pessoas na ponte Júlio Muller, no bairro do Porto.
O percurso foi de 10 km, tendo como o ponto de chegada o Complexo Esportivo Dom Aquino. Este ano, os ganhadores das provas das modalidades feminina e masculina foram o casal de namorados Susane de Araújo Martins, de Ibiporã, no Paraná, e Wendell Gerônimo de Souza, de Pontes e Lacerda, interior de Mato Grosso.

Foto Luiz Alves

Conforme o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Aluízio Leite, foram arrecadados uma tonelada de alimentos não perecíveis  durante as inscrições da corrida. Os alimentos serão destinados para  a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência (SADHPD) e depois disponibilizados às pessoas em vulnerabilidade social. “A gestão humanizada vê o esporte como fator essencial para a integração social e de todos os aspectos. E em defesa do esporte em suas mais diversas modalidades estamos aqui participando dessa 34ª corrida pedestre, que foi motivada a ser realizada pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Um mar de gente tomou conta da ponte Júlio Muller em prol de uma causa justa que foi a de arrecadar alimentos e também pela valorização do esporte”, disse.
Campeã da modalidade Feminina, Susane conta que quando ficou sabendo da corrida tratou logo de realizar a sua inscrição juntamente com seu namorado, Wendell Gerônimo e amigos. “Vim para Cuiabá para participar desta e também de outra aqui em Mato Grosso. É gratificante para nós corredores quando obtemos a vitória. Meu tempo foi de aproximadamente 36 minutos e 9 segundos nos 10 km percorridos”, conta.
Já o vencedor da categoria masculina, Wendell, já foi o vencedor da prova no aniversário de 300 anos da Capital. Ele conta que disputar a corrida Bom Jesus é gratificante e se tornou obrigatória em seu calendário de corridas. “Essa prova é tradicional por causa do aniversário de Cuiabá e eu sempre participo. Neste ano, a minha namorada quis participar e veio de longe para poder correr na Bom Jesus. Agora estarei me preparando para o  campeonato brasileiro, troféu Brasil. Cuiabá no esporte está se destacando e é muito importante que todos incentivem a continuidade dessa histórica corrida de rua”, concluiu.
Vencedores

Modalidade Feminina:

1º – Susane de Araujo Martins
2º Regiane Braga de Souza
3º – Francielly da Silva Marcondes
4º – Jessica Gouveia
5º – Geane Brizzola dos Santos
Masculino:
1º – Wendell Jerônimo de Souza
2º-  Pablo Fagundes da Costa
3º – Jonailton França da Cruz
4º  – Vitor Ferreira dos Santos
5º – André Ramos  de Souza
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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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