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Botafogo vence o Vitória na Copa do Brasil e sai na frente pela vaga nas oitavas

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O Botafogo conquistou mais uma vitória neste domingo e levou a melhor no clássico contra o Flamengo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols de Luiz Henrique e Savarino, o Fogão fez 2 a 0 sobre o rival no Maracanã.

Com esse resultado, o Botafogo salta para a liderança do Brasileirão com nove pontos, enquanto o Flamengo fica na quinta colocação com sete pontos. O Botafogo alcança sua quarta vitória consecutiva, sendo três pelo Brasileirão e uma pela Copa Libertadores, enquanto o Flamengo perde pela segunda vez seguida, sendo a primeira derrota no torneio nacional.

O técnico Tite, que sofre sua primeira derrota em clássico desde que chegou ao Flamengo, em 2023, agora se prepara para a terceira fase da Copa do Brasil. O Flamengo enfrenta o Amazonas nesta quarta-feira, no Maracanã, enquanto o Botafogo encara o Vitória na quinta-feira, no Estádio Nilton Santos.

O próximo duelo pelo Brasileirão será entre Flamengo e Bragantino, no sábado, e Botafogo contra o Bahia, no domingo, ambos os jogos no Rio de Janeiro. O clássico foi marcado por momentos emocionantes e lances de destaque, incluindo um gol polêmico do Botafogo aos 47 minutos do segundo tempo.

Com a força máxima em campo, o Flamengo chegou a balançar a rede, mas teve um gol anulado por impedimento. O Botafogo resistiu aos ataques do rival e conseguiu abrir o placar no segundo tempo, com Luiz Henrique, e selou a vitória com Savarino no final da partida. A arbitragem foi bastante contestada, mas o placar final ficou em 2 a 0 para o Fogão.

Após um clássico eletrizante, o Botafogo comemora a liderança do Brasileirão, enquanto o Flamengo busca se recuperar e manter o foco para os próximos desafios.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 0X2 BOTAFOGO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 28/04/2024
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Evandro de Melo Lima (SP)
VAR: Rodolpho Toski Marques (VAR-Fifa-SP)
Cartão amarelo: Savarino, Danilo Barbosa, Luiz Henrique e Jeffinho (Botafogo) e De La Cruz (Flamengo)
Gols:
Botafogo: Luiz Henrique, aos 7′ do 2ºT, e Savarino, aos 47′ do 2ºT

FLAMENGO: Rossi; Varela (Wesley), Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Viña); Erick Pulgar (Allan), De La Cruz e Arrascaeta (Lorran); Luiz Araújo (Gerson), Bruno Henrique e Pedro. Técnico: Tite.

BOTAFOGO: John; Damián Suárez, Lucas Halter (Alexander Barboza), Bastos e Hugo; Danilo Barbosa (Gregore), Marlon Freitas, Luiz Henrique (Jeffinho) e Savarino; Júnior Santos (Diego Hernández) e Eduardo (Tchê Tchê). Técnico: Artur Jorge.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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