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Botafogo vence o Universitário e garante vaga para oitavas de final da Libertadores

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O Botafogo fez história nesta quinta-feira (16.05) ao vencer o Universitario por 1 a 0 no Estádio Monumental U, em Lima, no Peru, e garantir a classificação antecipada para as oitavas de final da Libertadores-2024.

Com essa vitória, o Glorioso conquistou sua terceira vitória seguida na competição e agora só precisará decidir se terminará em primeiro ou segundo lugar no Grupo D, contra o também já classificado Junior Barranquilla, no dia 28, na Colômbia.

O jogo foi difícil para o Botafogo, que começou a partida perdendo dois jogos, mas conseguiu equilibrar as ações no início. Marlon Freitas chegou a chutar forte de fora da área aos 20 minutos, mas a bola passou perto do gol defendido pelo Universitario.

Depois disso, o Universitario se animou e o Botafogo se desorganizou em campo, tendo que se defender contra os ataques peruanos. Sorte que os anfitriões não acertaram o alvo. O Glorioso ainda poderia ter aberto o placar, não fosse o árbitro ter ignorado um pênalti claro, no toque de mão de Di Benedetto dentro da área.

No segundo tempo, o jogo não mudou muito de panorama, e o Universitario quase abriu o placar aos sete minutos. Mas os espaços apareceram mais para o Botafogo, que aos 18 minutos, Júnior Santos enfiou, Luiz Henrique invadiu a área e chutou por cima do gol.

Aos 32 minutos, o Glorioso conseguiu abrir o placar: após lançamento, Savarino tocou e Jeffinho livre, tocando na saída do goleiro Britos e fazendo Botafogo 1 a 0. E foi isso. Vitória e classificação do Fogão.

Com a classificação garantida, o Botafogo agora volta a se concentrar no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA

UNIVERSITARIO 0 X 1 BOTAFOGO

Estádio: Monumental U
Data-Hora: 16/5/2024 – 19h
Árbitro: Cristián Garay (CHI)
Assistentes: Alejandro Molina (CHI) e Gabriel Ureta (CHI)
VAR: Christian Ferreyra (URU)
Cartões amarelos: Di Benedetto e Ureña (UNI); Danilo Barbosa e Bastos (BOT)
Gols: Jeffinho 31’/2ºT (0-1)

UNIVERSITARIO: Britos; Corzo, Riveros e Di Benedetto; Andy Polo, Pérez Guedes (Calcaterra 29’/2ºT), Murrugarra (Concha 29’/2ºT), Ureña (Dorregaray 34’/2ºT) e Portocarrero; Edison Flores (Christofer Gonzáles 21’/2ºT) e Alex Valera (Rivera 21’/2ºT) – Técnico: Fabián Bustos.

BOTAFOGO: John; Damián Suárez, Lucas Halter, Bastos e Hugo; Danilo Barbosa, Marlon Freitas e Tchê Tchê (Patrick de Paula 44’/2ºT); Luiz Henrique (Jeffinho 19’/2ºT), Júnior Santos e Savarino (Yarlen 44’/2ºT) – Técnico: Artur Jorge.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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