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Botafogo vence o Audax e mantém esperança de classificação para semifinal

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Em uma partida decisiva pela Taça Guanabara, o Botafogo mostrou sua força e determinação ao vencer o Audax por 2 a 0 neste sábado (24.02), no Estádio Nilton Santos. Com gols de Diego Hernández e Janderson, o time, sob o comando interino de Fábio Matias, alcançou 17 pontos, mantendo-se firme na disputa por uma vaga nas semifinais do Campeonato Carioca.

O jogo teve um início eletrizante com o Botafogo abrindo o placar logo aos dois minutos, graças a uma excelente jogada de Savarino que encontrou Diego Hernández pronto para marcar. A equipe alvinegra continuou pressionando, criando várias chances de ampliar o placar, enquanto o Audax, já rebaixado para a Série A2 do estadual, lutava para encontrar seu ritmo no jogo.

No segundo tempo, a entrada de Janderson no lugar de Tiquinho Soares, que teve uma atuação discreta, fez a diferença. Aos dois minutos, Janderson ampliou a vantagem do Botafogo com um gol de cabeça, consolidando a superioridade do time no jogo. Apesar de várias oportunidades para aumentar o placar, incluindo uma bola na trave de Janderson, o placar permaneceu em 2 a 0 até o final.

A vitória não só mantém o Botafogo na luta pela semifinal do Campeonato Carioca, mas também serve como um impulso moral antes do confronto decisivo contra o Aurora, da Bolívia, pela Copa Libertadores. Com o primeiro jogo terminando em 1 a 1, o Alvinegro tem tudo para avançar na competição continental.

Além disso, o clássico contra o Fluminense na próxima rodada da Taça Guanabara promete ser emocionante, com o Botafogo buscando garantir sua vaga nas semifinais do estadual. A equipe de Fábio Matias demonstrou não só habilidade técnica, mas também a garra necessária para enfrentar os desafios que virão.

O Botafogo agora se prepara para uma semana crucial, com a esperança de continuar seu sucesso tanto no cenário estadual quanto internacional. A torcida alvinegra tem motivos para estar otimista, pois a equipe demonstrou que tem potencial para alcançar seus objetivos nesta temporada.

FICHA TÉCNICA

AUDAX 0x2 BOTAFOGO

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro
Data: 24/02/2024
Horário: 16 horas
Árbitro: Bruno Mota Correia (RJ)
Assistentes: Carlos Henrique Lima Filho (RJ) e Daniel Alves Pereira (RJ)
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)

Cartões amarelos: Arlen, Miticov, Paulo Victor (Audax), Marçal, Gregore, Matheus Nascimento (Botafogo)

Gols: Diego Hernández, 2 minutos do primeiro tempo, Janderson, aos dois minutos do segundo tempo (Botafogo).

AUDAX: Anderson Max; Arlen (Miticov), Igor Silva, Marcos Arthur e Paulo Victor; Ramon Batista, Vinicius Matheus (Clisman) e Bruno Paulo (Jackson Caucaia); Rodriguinho, Acácio (Edilson) e Igor Alves (Fabinho Polhão). Técnico: Luciano Quadros

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Mateo Ponte, Bastos (Jefferson), Lucas Halter e Marçal; Marlon Freitas (Gregore), Kauê (Newton) e Diego Hernandez (Matheus Nascimento); Savarino, Júnior Santos e Tiquinho Soares (Janderson). Técnico: Fábio Matias





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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