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Botafogo vence LDU em jogo emocionante pela Libertadores e mantém esperanças nas oitavas de final
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Em uma noite de futebol vibrante no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro, o Bahia conquistou uma vitória importante sobre o Botafogo por 2 a 1, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols de Everaldo e Rafael Ratão garantiram ao Tricolor a ascensão à segunda colocação na tabela, empatado em pontos com o líder Athletico-PR, mas em desvantagem no saldo de gols.
O confronto, marcado pela intensidade e pela disputa tática, viu o Bahia apresentar superioridade em posse de bola e criação de jogadas, especialmente na primeira etapa. Everaldo, que se destacou com uma cabeçada perigosa aos 38 minutos, conseguiu converter um pênalti no final do primeiro tempo, após um lance revisado pelo VAR que identificou um toque de mão de Hugo, jogador do Botafogo.
Everaldo, com esse gol, seu terceiro no Brasileirão 2024, se coloca entre os artilheiros da competição, ao lado de Vargas, do Atlético-MG, e Luciano, do São Paulo, evidenciando sua importância para o esquema ofensivo do Bahia.
O segundo tempo manteve o equilíbrio, com o Botafogo buscando reagir. Aos 18 minutos, Jefinho conseguiu empatar a partida, colocando pressão sobre o Bahia. No entanto, o Esquadrão, fiel ao seu estilo de jogo baseado na velocidade, encontrou em Rafael Ratão o autor do gol da vitória aos 41 minutos. De Pena, com uma assistência precisa, deixou Ratão em condição de superar o goleiro adversário e definir o placar.
Este triunfo, além de ser o terceiro do Bahia na competição, marca a primeira vitória da equipe fora de casa, um resultado que reforça o moral do time e o coloca como um sério candidato na luta pelo título do Brasileirão.
O Bahia agora se prepara para o próximo desafio, que será contra o Red Bull Bragantino, na Arena Fonte Nova, no domingo (12), pela sexta rodada do Campeonato. A equipe, com 10 pontos e ocupando a segunda posição na tabela, busca manter o ímpeto e a qualidade de jogo demonstrados até aqui para continuar na parte de cima da classificação.
A vitória sobre o Botafogo não apenas eleva o Bahia na tabela, mas também serve como um impulso para a equipe, que demonstrou capacidade de superação e eficácia em momentos decisivos. Com um elenco equilibrado e uma estratégia bem definida, o Tricolor segue firme na busca por mais uma campanha de sucesso no Brasileirão.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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