Esporte
Bahia garante vitória sobre o Red Bull Bragantino e mantém vice-liderança no Brasileirão
Esporte
O Bahia conquistou uma importante vitória neste domingo (12), ao vencer o Red Bull Bragantino por 1 a 0, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, realizado na Arena Fonte Nova, em Salvador, foi decidido por um gol de Thaciano, garantindo ao Tricolor a manutenção da segunda posição na tabela, com 13 pontos, empatado com o Athletico-PR, mas em desvantagem no saldo de gols.
O Jogo
A partida começou com ambas as equipes se estudando, buscando espaços e tentando impor seu ritmo de jogo. O Bahia, jogando em casa, teve um gol anulado logo aos 11 minutos, com Thaciano sendo flagrado em posição de impedimento. Não desanimado, o Esquadrão continuou pressionando e criando oportunidades de abrir o placar.
Aos 22 minutos, Cauly testou o goleiro Cleiton com um chute forte de fora da área, mas o arqueiro do Bragantino conseguiu fazer a defesa. A persistência do Bahia foi recompensada aos 36 minutos, quando Cauly, após receber um passe de Everton Ribeiro, encontrou Thaciano na área. O aniversariante do dia não decepcionou: dominou de esquerda, girou e finalizou de direita, colocando a bola no canto do gol e fazendo 1 a 0 para o Bahia.
No segundo tempo, o Bahia não diminuiu o ritmo e buscou ampliar o marcador. Aos 8 minutos, Jean Lucas chegou a balançar as redes após passe de Cauly, mas, novamente, a arbitragem anulou o gol por impedimento. A partida seguiu equilibrada, com o Bahia mantendo a superioridade nas chances de gol, mas sem alterações no placar até o apito final.
Escalação do Bahia
O técnico Rogério Ceni escalou o Bahia com Marcos Felipe; Arias, Gabriel Xavier, Kanu e Juba; Caio Alexandre (Rezende), Jean Lucas, Everton Ribeiro (De Pena) e Cauly (Ademir); Everaldo (Biel) e Thaciano (Rafael Ratão).
Próximo Compromisso
O Bahia volta a campo no próximo domingo (19), quando enfrentará o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte. O confronto promete ser um desafio para o Esquadrão, que busca manter sua posição privilegiada na tabela e continuar na luta pela liderança do Campeonato Brasileiro.
A vitória sobre o Red Bull Bragantino reforça a confiança do time e da torcida, que celebrou a performance do time e o resultado positivo na Fonte Nova. Com o apoio da Nação, o Bahia segue firme em sua jornada no Brasileirão 2024.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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