Esporte
Atlético-MG vence o América-MG no jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro e fica perto da final
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O Atlético venceu o Itabirito, por 2 a 0, em Brasília (DF), pela 6ª rodada do Campeonato Mineiro, e consolidou a liderança do grupo B da competição. Com gols de Battaglia e Hulk, o Atlético chega a 10 pontos na competição.
A primeira etapa foi muito disputada, com as duas equipes lutando bastante pela posse de bola e com intensa troca de passes. As defesas se prevaleceram sobre os ataques, e o Galo teve dificuldades para penetrar na defesa adversária.
A primeira grande chance do Galo foi aos 36 minutos. Paulinho, marcado por dois, conseguiu escapar e de dentro da área chutou com perigo, à esquerda do goleiro.
O primeiro gol atleticano saiu aos 41 minutos. Igor Gomes cobrou falta no segundo pau, Bruno Fuchs ajeitou de cabeça na pequena área para Bataglia, com uma grande movimentação, abrir o placar de cabeça.
Segundo Tempo
O Galo voltou mudado, com Saravia no lugar de Mariano e Patrickna vaga de Igor Gomes.
Aos 5 minutos, Paulinho fez ótima jogada e teve o chute travado. O Galo continuou na pressão, a bola sobrou para Guilherme Arana, que chutou por cima.
O Alvinegro pressionava, e aos 7 minutos, Rayan foi expulso por falta por trás em Gustavo Scarpa. Na cobrança, Hulk bateu com perigo à direita do goleiro adversário.
O Atlético passou a controlar a partida com muita movimentação. Para agredir ainda mais o time adversário, o treinador Luiz Felipe Scolari colocou Alisson na vaga de Edenilson, aos 29 minutos. Em sua primeira participação, o cria do Galo cruzou para boa cabeçada de Patrick, em cima do goleiro.
Dois minutos depois, em grande contra-ataque, Scarpa tocou nas costas do zagueiro para Alisson que bateu para grande defesa do goleiro.
Alisson entrou mais uma vez muito bem. Aos 38 minutos, ele gingou na frente da marcação e bateu forte, a bola explodiu na trave.
No fim da partida, Rubens fez grande jogada, cruzou da esquerda para um toque de primeira de Hulk para o fundo do gol e dar números finais à partida. Foi o 99° gol do super-herói atleticano com o Manto Alvinegro.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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