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Atlético-MG vence e consolida liderança no Campeonato Mineiro

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O Atlético venceu o Athletic por 2 a 0, em São João del-Rey, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro. Hulk foi o grande nome da partida, marcando duas vezes, no resultado que colocou o Galo com seis pontos na competição.

O primeiro tempo foi muito movimentado e disputado de forma intensa, com os jogadores brigando pela posse de bola. O primeiro lance de perigo foi aos 12 minutos. Após boa triangulação no campo ofensivo, Scarpa recebeu passe de Hulk e, de fora da área, finalizou com perigo.

O Athletic forçava o jogo pelo lado esquerdo da defesa atleticana e aos 26 minutos chegou com perigo, mas a zaga atleticana afastou.

O lance de maior perigo no primeiro tempo surgiu quando Scarpa conseguiu um excelente cruzamento para Igor Gomes. O meio-campista antecipou o adversário e, de cabeça, acertou a trave.

No fim da primeira etapa, Everson fez boa defesa após finalização do adversário.

Segundo tempo

O Galo melhorou no segundo tempo. Aos sete minutos, Hulk aproveitou a falha da defesa e teve grande chance. O camisa 7 do Galo finalizou em cima do goleiro, a bola voltou em cima do atacante, mas a defesa afastou para escanteio.

Everson fez outra boa defesa aos 21 minutos, após finalização do ataque adversário.

Dois minutos depois, Igor Gomes lançou Hulk dentro da área, o atacante cortou a marcação e finalizou forte para o goleiro espalmar para escanteio.

O gol atleticano estava amadurecendo. Em jogada pela esquerda, Hulk invadiu a área e foi derrubado. Pênalti indiscutível que o árbitro marcou. Aos 32 minutos, Hulk deslocou o goleiro e marcou o primeiro gol da noite.

No último minuto do tempo regulamentar, brilhou mais uma vez a estrela do ídolo da camisa 7. Hulk, em mais uma cobrança de falta perfeita com a camisa atleticana ampliou, marcou um belo gol que decretou a vitória alvinegra.

O Galo volta aos treinos no domingo, quando o time inicia a preparação para a partida contra o Tombense na 4a feira (14), na Arena MRV, às 20 horas.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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