negociação estava acertada
Alexsander assina contrato e é vendido pelo Fluminense ao Al-Ahli por R$ 54 milhões
Clubes finalizaram a transferência na manhã desta terça-feira
Esporte
O Fluminense concluiu nesta terça-feira a venda de Alexsander para o Al-Ahli, da Arábia Saudita. O jogador assinou contrato e foi anunciado pelo time saudita – a negociação estava acertada desde domingo, quando o volante viajou para o novo país. O Al-Ahli adquiriu 85% dos direitos econômicos do jogador de 20 anos por 9 milhões de euros (cerca de R$ 54 milhões) – o Flu permanecerá com 15% da mais-valia de uma venda futura do atleta.
Através de uma nota oficial, o Fluminense agradeceu e se despediu de Alexsander, que é formado em Xerém. Minutos depois, o Al-Ahli fez o anúncio do reforço nas redes sociais.
“Um nova história brasileira será escrita. Alexsander no castelo”, diz a publicação do Al-Ahli
O volante deixa o Fluminense com 63 partidas, dois gols e três assistências pelo Flu. Um dos gols foi marcado na goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo na final do Carioca de 2023. O Moleque de Xerém fez sua estreia na equipe profissional em novembro de 2022, na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Havia uma expectativa de que o negócio fosse fechado rapidamente, entre este domingo e segunda-feira. O Al-Ahli inicialmente ofereceu 8 milhões de euros, mas o Fluminense pediu valores mais elevados em uma contraproposta.
O jogador se despediu dos companheiros no vestiário do Maracanã após o empate em 0 a 0 com o Corinthians, no sábado, conforme publicado pela jornalista Aline Nastari.
Cria de Xerém, Alexsander tinha contrato com o Fluminense até março de 2026; o Tricolor detinha 90% dos direitos econômicos do volante, que subiu aos profissionais em 2022.
No início deste ano, a Lazio, da Itália, também demonstrou interesse na contratação de Alexsander. A sondagem, entretanto, não se transformou em proposta oficial. O mesmo aconteceu com o Wolverhampton, da Inglaterra, que também entrou em contato com o estafe do atleta.
O Fluminense volta a campo na próxima terça-feira, às 19h, para encarar o Grêmio na Conmebol Libertadores. Derrotado por 2 a 1 na ida, o Tricolor carioca precisa vencer por dois gols de diferença para avançar de forma direta às quartas.
Fonte: Globo Esporte – https://ge.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2024/08/20/fluminense-finaliza-venda-de-alexsander-ao-al-ahli-por-r-54-milhoes.ghtml
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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