Economia
Várzea Grande encaminha 180 pacientes da fila de neuropediatria para atendimento especializado
Economia
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande encaminhou à prestadora FEB Saúde os dados de 180 pacientes que aguardam atendimento com neuropediatra na rede municipal. As consultas começam nesta quinta-feira (24) e serão realizadas nos dias 24, 25, 28, 29 e 30 de setembro.
Os atendimentos serão realizados por um médico especialista de referência do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Entre os pacientes encaminhados estão pessoas que aguardam pelo atendimento desde 2024.
Para facilitar o contato e evitar que as famílias percam o agendamento, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que pais ou responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima de casa para atualizar o cadastro do SUS, principalmente o endereço e os números de telefone.
É importante informar um telefone de contato que esteja ativo. A família também pode cadastrar o número de um parente ou de outra pessoa de confiança que possa receber as ligações da prestadora e repassar o aviso ao paciente.
O superintendente de Controle, Avaliação e Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, Giliard Vieira, reforça que a atualização dos dados é fundamental neste momento, principalmente para os pacientes que aguardam há mais tempo pelo atendimento.
“Estamos fazendo esse encaminhamento para garantir o atendimento de pacientes que aguardam há bastante tempo pela neuropediatria. Temos pacientes na fila desde 2024 e, agora, contamos com um profissional de referência ligado ao Albert Einstein. Por isso, orientamos as famílias a manterem o cadastro atualizado e, principalmente, um telefone de contato que esteja ativo para que a equipe consiga localizar o paciente e realizar o agendamento”, destacou Giliard.
A Secretaria reforça que as famílias devem ficar atentas às ligações durante o período de encaminhamento e procurar a unidade de saúde mais próxima caso precisem atualizar ou corrigir as informações cadastrais.
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Economia
BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias
O Banco Central (BC) ampliou as regras de controle sobre operações com ativos virtuais. O órgão determinou que transferências de criptomoedas de valor igual ou superior a US$ 10 mil, feitas de ou para carteiras autocustodiadas, sejam comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026 e também estabelecem novas exigências para empresas que atuam no mercado de ativos virtuais. A medida faz parte do conjunto de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
Principais mudanças
A partir de 1º de outubro:
- Transferências de ativos virtuais de US$ 10 mil ou mais envolvendo carteiras autocustodiadas deverão ser comunicadas ao Coaf;
- Operações de câmbio em espécie de valor igual ou superior a US$ 10 mil também terão comunicação automática;
- Empresas do setor passarão a fornecer novas informações para a supervisão do BC;
- Prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) que em funcionamento deverão formalizar o pedido de autorização junto ao BC até essa mesma data.
O limite de US$ 10 mil é um valor de comunicação obrigatória, sem representar proibição ou limite para movimentações com criptomoedas.
Carteiras autocustodiadas
As carteiras autocustodiadas são aquelas em que o próprio usuário mantém o controle dos ativos e das chaves privadas. Diferentemente de uma conta mantida em uma corretora ou outra instituição, não há necessariamente um intermediário responsável pela custódia dos recursos.
Por isso, esse tipo de operação pode oferecer menos informações disponíveis para o acompanhamento das autoridades. A exigência de comunicação busca ampliar a transparência e permitir maior monitoramento das movimentações.
Um exemplo é uma transferência acima de US$ 10 mil entre uma PSAV e uma carteira diretamente controlada pelo cliente. Nesse caso, a operação estará sujeita à comunicação prevista nas novas regras.
Papel do Coaf
O Coaf recebe, analisa e encaminha informações sobre operações que possam apresentar indícios de irregularidades financeiras.
A comunicação de uma transação ao órgão não significa que a operação seja ilegal. O objetivo é permitir que as autoridades tenham informações para identificar padrões e situações que possam exigir análise.
Regras para empresas
As normas do BC para o mercado de ativos virtuais foram estabelecidas em novembro de 2025 e definiram obrigações para as empresas do setor.
Entre as exigências estão:
- Proteção e transparência para os clientes;
- Prevenção à lavagem de dinheiro;
- Segurança e controles internos;
- Fornecimento de informações ao regulador;
- Avaliação do perfil de risco dos clientes antes de operações mais complexas.
As empresas também devem informar de forma clara os riscos envolvidos, as políticas de segurança e as tarifas cobradas.
Prazos de autorização
O 1º de outubro de 2026 é o prazo para as PSAVs que já operam no mercado formalizarem seus pedidos de autorização junto ao BC.
As regras também estabelecem procedimentos para o encerramento de relacionamentos com empresas que não estejam autorizadas nem em processo de autorização.
Algumas obrigações específicas relacionadas ao envio de dados para a supervisão do Banco Central entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027.
Câmbio em espécie
As novas regras também determinam comunicação automática ao Coaf para operações de câmbio em espécie de valor igual ou superior a US$ 10 mil.
A medida amplia o conjunto de operações acompanhadas pelas autoridades e reforça os mecanismos de controle sobre movimentações consideradas relevantes para a prevenção de crimes financeiros.
Com as mudanças, o BC busca ampliar a quantidade e a qualidade das informações disponíveis sobre o mercado de ativos virtuais. A intenção é reforçar a supervisão, aumentar a transparência e reduzir riscos associados a operações nas quais há menor disponibilidade de dados sobre os participantes.
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