DIGITALIZAÇÃO DE AÇÕES JUDICIAIS

Várzea Grande e Justiça firmam cooperação técnica em busca de cobrar R$ 200 milhões em impostos

KALIL BARACAT DEFENDE QUE A INFORMATIZAÇÃO SIRVA PARA QUE O PODER PÚBLICO RECEBA O QUE LHE DEVIDO, MAS TAMBÉM RECONHEÇA OS DIREITOS DOS CONTRIBUINTES

Publicado em

Economia

Da Redação.

Visando dar mais transparência na relação econômica entre o Poder Público Municipal e a população de contribuintes de impostos, taxas e contribuições, que formam a arrecadação que permite a realização de obras de infraestrutura que valorizam a cidade e de serviços como saúde, educação, social e segurança  que garantem dignidade aos cidadãos e cidadãs, a Prefeitura de Várzea Grande e o Poder Judiciário através do Fórum Municipal formalizaram um Termo de Cooperação Técnica para digitalizar todo acervo de executivos fiscais da Procuradoria Municipal e que tem estimativa em torno de R$ 200 milhões.

Nesse primeiro momento, todos os 8 mil processos de execução de dívida ativa, já judicializados, serão tratados de forma virtual. A assinatura foi realizada na amanhã de hoje (5), na sala de reuniões do gabinete.

A parceria firmada prevê na prática o reforço à segurança jurídica, rapidez nos julgamentos, liberar espaço nos fóruns e melhorar a qualidade de vida dos servidores que manuseiam os processos, além de reduzir os prazos das demandas que invariavelmente são superiores a uma década e meia e quanto mais demoram ou são protelados, menores são as chances de a demanda ser encerrada para ambas as partes.

“Queremos cobrar o que é devido ao Poder Público e confirmar que todo o recursos arrecadado será aplicado em prol da cidade e de sua gente, pois obras valorizam imóveis e atraem investidores, e em contrapartida se o contribuinte não deve ou existe alguma divergência, nossa missão é corrigir e cobrar o certo”, disse Kalil Baracat garantindo transparência e eficiência no gasto e no investimento público

Além da celeridade no trâmite das ações, que pode ser reduzido de oito anos para três anos, haverá mais transparência na movimentação processual, universalizando o acesso às informações ao contribuinte. A era digital na administração pública vai facilitar ainda mais uma nova etapa do Mutirão de Conciliação Fiscal, anunciado pelo prefeito Kalil Baracat, na cerimônia de hoje. Ainda neste semestre, será aberta a temporada de acordos, visando à regularização de débitos junto ao Tesouro Municipal. É uma oportunidade de impedir que a inadimplência vire ação de execução fiscal para impostos tão importantes como o IPTU, ISS, ITBI entre outros, destacou o prefeito, garantindo que recursos arrecadados, respeitada a previsão legal, são destinados para ações de interesse da cidade e de sua gente como obras.

Conforme Baracat, a pandemia obrigou a adoção de novos hábitos e a tecnologia é a melhor ferramenta para vencer esse momento. “Estamos nos reinventando. Mais que isso, com a digitalização desse acervo cumprimos mais um compromisso de campanha, o qual previa a modernização da máquina pública e a busca pela melhoria na qualidade de vida de cada cidadão. O contribuinte, nesse caso, ganha tempo por não precisar se deslocar para averiguar sua situação fiscal junto à Procuradoria Municipal, ou mesmo, junto à secretaria de Gestão Fazendária e pode acompanhar passo a passo o processo. Sem dúvida damos um grande salto na data de hoje”.

Ainda sobre o compromisso de melhorar a qualidade de vida da população, o prefeito reforçou que está investindo R$ 100 milhões apenas em obras de abastecimento e saneamento. “Sem modernizar a máquina não conseguimos gerir os recursos públicos. Desses R$ 100 milhões, R$ 20 milhões serão exclusivos para aplicação em melhorias em saneamento. Temos cerca de 500 quilômetros em ruas para receber o primeiro pavimento, sem interromper as ações de revitalização da malha da cidade. Dinheiro público requer zelo e as ferramentas tecnológicas vão surgindo para otimizar sua aplicação”.  

A PARCERIA – O Procurador-Geral do Município, Jomas Fulgêncio de Lima Júnior, explica que a meta para 2021 é digitalizar um acervo com 8 mil processos e em 2022, outros três mil. “Cerca de 70% desse montante referem-se a processos de execução fiscal. Digitalizar não é apenas dar celeridade aos trâmites, como também, ampliar o grau de resolutividade ao cidadão. Pois há dívidas prescritas e assim, resolvemos a vida do contribuinte. O processo em si, é moroso, corre em média, por oito anos na Justiça”.

Nesse primeiro momento, serão digitalizados processos que tenham o Município de Várzea Grande como autor da execução.

O juiz de Direito e diretor do Foro da Comarca de Várzea Grande, Luis Otávio Pereira Marques, destaca que mais que acessibilidade e celeridade, a digitalização dos processos de executivo fiscal permite economia ao erário público, uma vez que dispensa uso de papéis, reduz a necessidade de ida e vindas às Varas de Fazenda do Fórum e abrevia o tempo de trâmite judicial. “Esse termo sela a visão futurista da atual gestão municipal, porque a digitalização é um caminho sem volta. Otimiza a rotina de todos os envolvidos nos processos, seja a prefeitura, o judiciário ou o cidadão-contribuinte”.

Como reforçou o Procurador-Geral, esse alinhamento com o Judiciário vai permitir que a Administração Municipal inicie a tramitação eletrônica de todos os processos, extra-judiciais ou judiciais. “Qualquer que seja o lado, todos querem e demandam por soluções mais rápidas quando se trata de judicialização”.

Representando a Câmara de Vereadores de Várzea Grande, o vereador Cleyton Nassarden Guerra – o Sardinha – pontuou que o Termo é um avanço para Várzea Grande e que o maior beneficiado dele será o próprio contribuinte, pela oferta de informações em tempo real, o que facilita a tomada de decisões em relação aos débitos ou mesmo junto o Fisco Municipal.

NA PRÁTICA – Por parte do Município, vai Procuradoria Geral, ficou estabelecida como obrigação a disponibilização de até oito estagiários de seu quadro para atuar na digitalização dos executivos fiscais e cinco aparelhos de scanners para execução dos trabalhos

Por parte da diretoria do Fórum local caberá a preparação de lotes de processos para que o Município possa digitalizar. O Fórum deverá designar um servidor para o treinamento dos estagiários para a correta preparação dos lotes.

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Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço

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O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.


Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER
Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER

Plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço. Foto: CECOMSAER

O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.

Plataforma brasileira

O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.

A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.

Teste de recuperação

O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.

Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.

Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.



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