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Projeto da LDO prevê crescimento de 2,56% para o próximo ano

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A economia brasileira deverá crescer 2,56% no próximo ano, depois de crescer 2,33% em 2026. A estimativa consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

Pelas estimativas oficiais, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cairá para 3,04% em 2027, 3% em 2028 e 3% 2028, 2029 e 2030, contra 3,74% previstos para este ano.

As projeções para o IPCA 2026, no entanto, estão desatualizadas. Com o início da guerra no Oriente Médio, o boletim Focus, pesquisa do Banco Central (BC) com instituições financeiras, prevê IPCA de 4,71% este ano, acima do teto da meta de 4,5%.

As estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado na correção do salário mínimo, serão 3,04% em 2027 e 3% em 2028, 2029 e 2030, menor que os 3,76% projetados para este ano.

Em relação ao IPCA, índice oficial de inflação, a projeção para o próximo ano está dentro da meta contínua de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com margem de 1,5 ponto percentual. Com o intervalo de tolerância, a inflação poderá ficar entre 1,5% e 4,5% no próximo ano sem resultar em descumprimento da meta.

O projeto também prevê taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada em 10,55% ao ano para 2027, 9,27% para 2028, 8,27% para 2029 e 7,27% para 2030. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano.

O texto enviado ao Congresso prevê taxa de câmbio média a R$ 5,47 para 2027, R$ 5,45 em 2028, R$ 5,50 em 2029 e R$ 5,53 para 2030. Apesar de o petróleo estar atualmente em torno de US$ 100 o barril, o projeto estima o preço médio do produto (usado para estimar receitas da União com royalties) em US$ 67,69 no próximo ano, US$ 66,60 em 2028, US$ 66,92 em 2029 e US$ 67,44 em 2030.



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Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

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O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália.

A projeção faz parte do documento Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem.

Em 2026, o país termina na décima posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões.

Para 2027, a lista mantém os Estados Unidos como maior potência econômica, seguida pela China.

Confira o Top 10 das economias mundiais, segundo a projeção do FMI, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas.

  1. Estados Unidos: US$ 34,44 trilhões
  2. China: US$ 22,94 trilhões
  3. Alemanha: US$ 5,66 trilhões
  4. Índia: US$ 4,52 trilhões
  5. Reino Unido: US$ 4,49 trilhões
  6. Japão: US$ 4,47 trilhões
  7. França: US$ 3,65 trilhões
  8. Brasil: US$ 2,80 trilhões
  9. Itália: US$ 2,77 trilhões
  10. Rússia: US$ 2,68 trilhões

A última vez em que o Brasil ficou no oitavo lugar foi em 2017. De acordo com a estimativa do FMI, o país segue na oitava posição até 2031, último ano projetado.

A melhor posição já ocupada pelo Brasil no ranking global de PIB foi a sétima posição, alcançada em 1995 e de 2010 a 2014.

Índia decola

Um dos destaques da previsão do FMI é a Índia, que salta do sexto para o quarto lugar e ultrapassa Reino Unido e Japão. Em 2031, a Índia deve tomar o terceiro lugar, da Alemanha.

Estados Unidos e China devem ocupar os dois primeiros lugares do ranking, nesta ordem, até 2031.

O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.   

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria. 

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.   

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.  

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.

 



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