Economia
Produção de veículos cresce 2,4% em abril, diz Anfavea
Economia
Com dois dias úteis a menos devido a feriados, a produção de veículos no Brasil no mês de abril não repetiu os bons números de março. Mesmo assim, a produção apresentou crescimento na comparação anual, o que demonstra, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que o mercado está em recuperação contínua.

Em abril, a produção registrou crescimento de 2,4% em comparação ao mesmo mês de 2025 e teve uma queda de 9,5% ante março deste ano, com a produção de 238,5 mil unidades.
Com o desempenho, o setor fechou o primeiro quadrimestre com a fabricação de 872,6 mil veículos, avanço de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
“Isso está acima das projeções da Anfavea. No final do ano projetávamos 3,7% de [crescimento na] produção”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (8).
Já em relação aos emplacamentos, o crescimento foi de 19% em relação a abril do ano passado, com 248,3 mil unidades comercializadas.
“Esse é o melhor abril dos últimos 12 anos”, comemorou o presidente da Anfavea.
Ele destacou que isso dá uma média de 12,4 mil unidades emplacadas por dia, melhor marca do ano e melhor média diária para um mês de abril desde 2014.
Quando se considera o acumulado do ano, o volume total de emplacamentos somou 873,5 mil autoveículos, com aumento significativo de 14,9% sobre os quatro primeiros meses do ano anterior.
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Exportações
Entre janeiro e abril deste ano, 142,4 mil veículos foram enviados ao exterior, o que significou um recuo de 16,9% ante o mesmo período do ano passado. Segundo a Anfavea, embora os embarques tenham crescido 8,2% em abril em relação ao mês de março, eles caíram 11,7% na comparação com o ano passado.
Isso se deve principalmente porque o mercado argentino já não em absorvendo um grande volume de produtos brasileiros.
“O mercado argentino caiu 6% no primeiro quadrimestre de 2026”, informou Calvet.
Veículos pesados
A venda de caminhões continua em queda, no entanto, ressaltou a Anfavea, essa queda vem se reduzindo nos últimos meses. Isso é resultado do programa federal Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos.
“O Move Brasil continua ajudando, mas ainda não foi capaz de reverter a queda nas vendas. Essa segunda etapa do programa, que foi recentemente anunciada, vem sim em um bom momento e a gente espera que agora nós consigamos reverter essa queda nas vendas”, disse o presidente da Anfavea.
Em abril, foram emplacados 8,8 mil caminhões, crescimento de 0,1% em relação a março e queda de 5,8% ante abril de 2025. No acumulado do ano, os emplacamentos de caminhões somaram 30,7 mil unidades, queda de 17,2% sobre igual período.
Já os ônibus tiveram crescimento de 4,6% nos emplacamentos em relação a março, com 2.049 unidades vendidas, o que representou queda de 6,9% em relação a abril de 2025.
Elétricos
Os veículos eletrificados apresentaram um novo recorde de participação, alcançando a marca de 18,3% do total de vendas do país.
“Temos um total de 48,7 mil unidades de veículos eletrificados emplacados no Brasil no mês de abril. Nesse ritmo a Anfavea já está prevendo em torno de 420 mil a 450 mil veículos eletrificados emplacados nesse ano, o que seria um número bastante robusto”, informou Calvet.
Economia
Governo define minerais críticos prioritários para investimentos
O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos se reuniu na tarde desta quinta-feira (5) para aprovar a lista de prioridades do governo federal para minerais críticos e estratégicos. São 27 minerais listados, em grupos de três prioridades – alta, média e baixa –, a serem consideradas no direcionamento de políticas públicas e recursos de fomento.

A classificação levou cinco critérios em consideração: risco geopolítico envolvendo o mineral; concentração de oferta; se esse mineral é substituível ou não; a posição do Brasil na cadeia de produção (se ainda precisar de mais desenvolvimento, ele sobe na lista); e dependência que o Brasil tem daquele mineral em relação a outros países.
A lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi sancionada em 16 de setembro, após aprovação no Congresso Nacional. O texto prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. E são esses investimentos que serão direcionados respeitando as prioridades definidas na lista aprovada na reunião de hoje.
O objetivo é criar uma nova indústria no país para processar esses minerais e transformá-los em produtos prontos, como baterias de carros elétricos, e tirar o Brasil do papel de mero exportador de matéria-prima. O país tem a segunda maior reserva de grafita no mundo, a terceira de níquel, a quarta de manganês, e quer ampliar investimento no setor.
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Os minerais no topo da lista, inclusive, são essenciais para as baterias dos veículos elétricos, para os ímãs permanentes e para sistemas de armazenamento de energia. Como são fundamentais em um mercado em franca expansão, níquel, grafita, lítio, entre outros, receberão prioridade em investimentos para desenvolvimento.
“Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora. Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Presente na reunião do conselho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de se desenvolver uma indústria de minerais no Brasil. Para isso, Lula defendeu parcerias com outros países.
“Não queremos fazer com que o Estado seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização. Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza.”
Lista
A lista aprovada no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos foi criada a partir de outras já existentes no Ministério de Minas e Energia (MME), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outros órgãos.
Foram elencados, por ordem de prioridade no investimento, 27 minerais. Mas a lista não é definitiva e outros podem entrar, a depender dos critérios já utilizados na definição da relação aprovada hoje.
Prioridade alta
- Terras raras
- Grafita
- Lítio
- Níquel
- Cobalto
- Cobre
- Manganês
- Silício
- Urânio
Prioridade média
- Tungstênio
- Cromo
- Vanádio
- Tântalo
- Titânio
- Fosfato
- Potássio
- Enxofre
Prioridade baixa
- Nióbio
- Estanho
- Ferro
- Zinco
- Ouro
- Magnésio
- Molibdênio
- Tório
- Alumínio
- Grupo da Platina
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