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Ministro nega prática de dumping na venda de carne de frango brasileira

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China lançou investigação sobre as importações de carne de frango do Brasil após reclamações de que a carne brasileira estaria sendo vendida abaixo do valor de mercado

Da Redação

 

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, demonstrou tranquilidade diante da notícia que o governo da China abriu investigações sobre a prática de dumping na carne de frango brasileira. “Sabemos que não há essa situação”, comentou ele ao Estado. A interlocução com o governo chinês será liderada pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), segundo informou. O Ministério da Agricultura acompanhará de perto as negociações.

Questionada, a Embaixada da China no Brasil ressaltou a importância da parceria comercial entre os dois países. “A parte chinesa realizará, conforme as regras da OMC e legislações chinesas, investigações justas sobre a importação de carne de frango do Brasil”, informou em nota. “A parte chinesa está disposta a manter em contato com a parte brasileira, para os dois lados acomodarem as preocupações entre si e salvaguardarem o desenvolvimento saudável das relações comerciais bilaterais.”

 O dumping é uma prática desleal de comércio que consiste em exportar produtos abaixo de seu custo de produção, causando danos à produção do país importador. Quando essa situação é comprovada, o país importador pode impor uma taxação adicional de forma a compensar esse dano.
De acordo com dados do MDIC, a China importou diretamente R$ 860 milhões em carne de frango no ano passado, um aumento de 41,43% sobre 2015. A China é o principal mercado para esse produto brasileiro.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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Consumidores podem renegociar dívidas bancárias até 31 de agosto

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Programa de renegociação de dívidas de consumidores, o Desenrola Brasil 2.0 será prorrogado até 31 de agosto, anunciou nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dará mais um mês para que consumidores renegociem dívidas bancárias e regularizem a situação de crédito.

Durigan ressaltou que a extensão do programa será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, que deve ser publicado até sexta-feira (31). As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, conforme o ministro, a medida não exigirá novos aportes públicos.

“Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto.”

Mais tempo

Segundo Durigan, o prazo adicional permitirá que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, a regularização das pendências bancárias facilita o acesso ao crédito.

Entre os beneficiados, destacou Durigan, estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto, de carro, possam resolver eventuais pendências nos bancos, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto”, explicou.

Sem custo

O ministro afirmou que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista.

“Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal”, declarou.

Segundo Durigan, as condições de funcionamento do programa também permanecem as mesmas.



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