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Juros do programa Reforma Casa Brasil são reduzidos

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O Reforma Casa Brasil, programa federal que financia a reforma de moradias populares, teve os juros reduzidos e o prazo de crédito ampliado. Aprovadas nesta terça-feira (5) em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), as mudanças passam a valer após publicação oficial.

A principal proposta é tornar as parcelas mais leves e viabilizar melhorias em casas de famílias de baixa renda, como construção, ampliação ou pequenas reformas.

O que muda

As novas condições alteram dois pontos principais do financiamento:

  • Juros menores: a taxa caiu de 0,99% para 0,82% ao mês
  • Mais prazo: o tempo para pagar passou de 60 para 72 meses

Na prática, isso significa que o valor das parcelas tende a ficar menor, facilitando o pagamento pelas famílias.

Como funciona

O Reforma Casa Brasil é uma linha de crédito voltada para quem já faz parte do Minha Casa Minha Vida e precisa melhorar a própria moradia, como reformar telhado, ampliar cômodos ou fazer ajustes estruturais.

O financiamento é feito com recursos do Fundo Social, que reúne verbas públicas para investimentos sociais.

Quem pode participar

Podem acessar o programa famílias já enquadradas no Minha Casa Minha Vida. Uma das mudanças torna o processo mais automático: o limite de renda para participar passa a acompanhar diretamente as atualizações do Ministério das Cidades, sem necessidade de novas regras a cada mudança.

Recursos disponíveis

O governo prevê um volume significativo de recursos para o programa:

  • R$ 24,8 bilhões previstos para 2026;
  • R$ 10,7 bilhões já empenhados em 2025;
  • R$ 2 bilhões já operados pela Caixa Econômica Federal.

Esse dinheiro é usado para conceder os financiamentos às famílias.

Impacto esperado

Além de beneficiar diretamente os moradores, o governo espera que a medida aqueça o setor da construção civil, gerando emprego e renda.

A ampliação do prazo de pagamento representa um subsídio estimado em cerca de R$ 567 milhões, valor já previsto no orçamento público.

Segundo o governo, a intenção é acelerar reformas em casas de baixa renda, melhorar as condições de moradia e estimular a economia local por meio de obras e serviços ligados à construção.



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Dólar cai para R$ 5,01 com exterior e expectativa eleitoral no Brasil

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O dólar aproximou-se de R$ 5, e a bolsa superou os 208 mil pontos nesta terça-feira (20). O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior, pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pelo cenário eleitoral.

No mercado internacional, a queda do petróleo também contribuiu para o apetite por risco.

Números do dia

  • Dólar comercial: R$ 5,019 (-0,58%);
  • Dólar em outubro: queda de 3,02%;
  • Dólar em 2026: recuo acumulado de 8,56%;
  • Ibovespa: 208.295,98 pontos (+1,57%);
  • Petróleo Brent: US$ 108,79 por barril (-0,69%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,019, com queda de 0,58%. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real. Durante a sessão, a moeda chegou a se aproximar de R$ 5,00, acompanhando o movimento de desvalorização no mercado internacional.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, recuava cerca de 0,26% no fim da tarde. A queda refletiu, entre outros fatores, dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e expectativas sobre a trajetória dos juros estadunidenses.

A redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, também contribuiu para o movimento. Quando esses rendimentos caem, investimentos em outros mercados podem se tornar relativamente mais atraentes, favorecendo a entrada de recursos em países emergentes, como o Brasil.

No mercado doméstico, a perspectiva de entrada de capital estrangeiro na Bolsa ajudou a sustentar o real. A movimentação ocorre em meio à expectativa dos investidores sobre os desdobramentos da disputa presidencial, que também influencia a percepção de risco dos ativos brasileiros.

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com valorização de 1,57%. Durante a tarde, o principal índice da B3 chegou à máxima de 208.941,57 pontos, avanço de 1,88% em relação ao fechamento anterior.

O resultado levou o índice ao maior nível desde 9 de outubro. O desempenho foi favorecido pelo ingresso de recursos estrangeiros e pelo avanço de ações de empresas sensíveis às expectativas de juros e à atividade econômica.

A expectativa de condições financeiras mais favoráveis pode beneficiar empresas que dependem de crédito e consumo. Juros menores, por exemplo, tendem a reduzir o custo de financiamento e podem estimular a atividade econômica, embora os efeitos variem conforme a situação de cada companhia.

Petróleo recua

No mercado internacional, o petróleo Brent, referência para as negociações globais, fechou em queda de 0,69%, a US$ 108,79 por barril.

A baixa ocorreu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo relacionado ao conflito no Oriente Médio. A perspectiva de redução das tensões geopolíticas diminuiu parte da pressão sobre os preços do petróleo.

Como o produto afeta os custos de energia e transporte, a queda influencia as expectativas de inflação mundial. Uma redução sustentada dos preços pode aliviar pressões inflacionárias e influenciar as decisões de política monetária das principais economias.

 

* com informações da Reuters




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